05 Dec

Mahamudra – O Êxtase Final

“Mahamudra é uma experiência de não-ser, você simplesmente não-é. E quando você não é, quem está lá para sofrer? Quem está lá para estar em dor e angústia? Quem está lá para ser feliz e extasiado? Buda diz que quando você está em êxtase, pode novamente tornar-se vítima do sofrimento, pois você ainda está presente. Quando você não-é, completamente não-é, então há o verdadeiro êxtase. Atingir o nada, é obter tudo…”

Osho


Maha significa “grande”, e mudra significa “gesto”… Literalmente, o grande gesto, ou o gesto final, o movimento último, a partir do qual não há mais movimentos, pois o próprio ser que fez o movimento desaparece.

Quando a larva se transforma em crisálida, este é o seu gesto final, ela morre em sua forma conhecida, para, depois de algum tempo, renascer como uma borboleta. A larva nada pode fazer após virar crisálida, afinal, ela deixou de ser uma larva… deixar-se para trás foi o último ato possível deste ser, para o não-ser.

Na meditação, a morte da forma, ou a morte do ego, é um Mahamudra, um gesto final que liberta em direção a espontaneidade, ao natural, à plenitude.

O não-ser… não é o que os outros queiram que ele seja, nem o que ele mesmo acha que deveria ser… é apenas um fluxo contínuo, uma pura expressão da vontade do Universo.

Atingir o nada… é obter tudo.

Sagar

borboletas

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