26 Jan

Diários Avulsos: Transbordante…

Esta é uma poesia feita por F.Y. ao término dos atendimentos de um pacote de três sessões do Método Deva Nishok de Terapêutica Tântrica, com massagens e meditações.


“Transbordante”

Escorrer com as águas
Enchentes de dor e alegria
A beira do rio, meu auto conhecer
Mergulhei
Aprofundei
No oceano
A totalidade do desconhecido

Eu, rio doce
Você, mar salgado

Em meu corpo abre-se um corte
Um encontro
Nele… a permissão
Era primavera
Em meus cantos
O despertar
A essência
A flor de minha pele

Leveza morou em meus ombros
Sob essa tortura chinesa
Eu era só transparência
Dissolvida
Descabida

Mãos que me despiram
Mas cheia de meu ar
Ouvi meu tambor
Senti minhas vibrações
Flutuei
Desvendei
Desaguei

Lágrimas de purificação
Um silêncio
Vida Singular
Entrega
Fiquei sem saber o que era corpo e o que era céu.

F.Y.

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24 Jan

Diário de Marina: 02 – Momento de Plenitude

Esse é o relato pessoal das experiências de Marina em sua primeira sessão de massagem tântrica. Para saber mais sobre quem é a Marina, e o que a trouxe até aqui, leia sua Biografia.


Eu já havia participado de algumas Meditações Ativas com o Sagar antes, que me fizeram sentir mais limpa e leve, mais consciente do meu corpo. Estava muito emocionada pelo prazer sentido com as vivências, e isso trazia um grande sentimento de gratidão ao meu coração.

Ao marcar a sessão de massagem, porém, estava bastante nervosa e ansiosa. Queria muito conhecer como era, mas ao mesmo tempo me sentia insegura e com medo do que pudesse acontecer, medo de me envolver, medo de não me envolver. Muitas questões na minha cabeça principalmente pelo medo do desconhecido.

O primeiro momento da massagem já foi bastante conflitante, pois é preciso tirar a roupa. Tenho vergonha do meu corpo e a presença do terapeuta na hora da massagem aumenta mais ainda o constrangimento.

Tirei a roupa rapidamente e fechei os olhos, dentro de mim uma sensação muito contraditória, ao mesmo tempo em que sentia uma vontade enorme de sair correndo há uma curiosidade de saber o que será feito e se valerá a pena o primeiro esforço de ficar sem roupa, cheguei a pensar naquele momento em não ir às próximas vezes e não entendia como tive coragem de estar ali. Um processo nada fácil, mas enfim já estava ali e resisti em desistir.

A música começa e sou levada a respirar de forma mais consciente, ainda com muito medo e lutando para me entregar ao presente, sem fugas. A primeira massagem acontece com o terapeuta percorrendo todo o meu corpo com as pontas dos dedos e o meu corpo começa a responder bem a esses estímulos. Pouco a pouco vou sentido menos vergonha e mais prazer em estar ali.

Sentir esse primeiro toque foi fundamental para criar confiança e me sentir mais à vontade com a presença de outra pessoa ali, como se em cada toque ele estivesse falando que não haveria julgamentos e o que importava ali era meu corpo se expressar, fosse da forma que fosse.

Quando a outra parte da massagem começou, parecia que meu corpo estava totalmente confortável com os toques, mas ainda com alguma resistência de minha mente. A massagem continua e em alguns momentos sinto a ausência da minha mente por completo, meu corpo estava tão bem estimulado e com tanta vontade de se entregar que acabei me desarmando, porém, ainda em alguns momentos passa pela minha cabeça todas as vergonhas e invento fugas para sair do processo tentando entender o que estava acontecendo e até mesmo tentando me afastar do terapeuta, mas com muita força continuei e valeu muito à pena.

Depois de um tempo, minha mente desiste de estar presente porque me senti tomada pelo prazer que passava por todo meu corpo. Esses momentos de confronto foram tão difíceis e ao mesmo tempo tão prazerosos que eu comecei a chorar sem entender o porque. Meu corpo se encheu de uma energia através do prazer que eu experimentei uma sensação nunca sentida antes. Momentos de gritos e de libertação.

O que sentia ali era um sentimento de liberdade e felicidade que nunca imaginei que pudesse sentir. Me senti inteira no processo e a intensidade era tanta que não sentia as extremidades do corpo, era como se eu flutuasse.

Ao final da massagem meditei por alguns minutos e sentia a energia percorrendo meu corpo e me alimentando de todo bem. Naquele momento tive a sensação de estar quebrada por dentro, sem controle. E ao mesmo tempo completa, preenchida, satisfeita.

Em minha vida sexual já tinha tido alguns orgasmos, porém nada que se pode comparar com aquele momento vivido ali. Sentir a potência energética do meu corpo foi tão satisfatório que me senti uma vencedora e muito feliz por descobrir essa potência humana e linda. Senti uma enorme gratidão no meu coração por ter podido vivenciar aquele momento de plenitude e vontade de compartilhar com todas as pessoas essa vivência, vontade de que todos pudessem sentir a mesma felicidade que eu senti naqueles momentos, que todos pudessem experimentar a alegria que o seu corpo pode te oferecer com as indicações certas.

Passar por essa experiência foi tão intenso, que naquele momento entendi que algumas coisas podem mudar para melhor em mim. Se há dentro de mim essa força tão grande que me satisfaz e me deixa feliz algumas coisas da vida começam a não ter mais sentido e alguns problemas parecem pequenos. Me sinto mais livre e tenho colocado menos peso em algumas coisas que antes eram um fardo. Me sinto mais disposta à entender os outros e julgar menos. Acredito que ainda há barreiras para serem quebradas, porém, me sinto mais feliz comigo mesma e tenho muita vontade de continuar nessa caminhada.

Marina


Para continuar acompanhando os relatos de Marina no seu desenvolvimento pessoal, assine nosso blog para receber os avisos em seu email.

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22 Jan

Diário de Marina: 01 – Quem sou eu?

Olá, sou a Marina. Tenho 22 anos, um filho, trabalho no funcionalismo público e sou estudante.

Nasci em uma capital e vivi minha infância dentro de um apartamento, me divertia mais nas férias no interior, na casa da minha avó. Cresci perto da minha mãe e do meu pai, que se separaram quando eu tinha 6 anos. Sempre respeitei mais minha mãe, na verdade sentia medo dela, queria agradá-la o tempo todo.

Isso atrapalhava meu relacionamento com meu pai, já que ela sentia muita raiva dele, acabei oprimindo meu carinho e amor por ele, por receio de desagradar minha mãe. Quando ele saiu de casa, isso piorou, ele aparecia raramente e me culpava por não procurá-lo. Eu falava muito pouco com ele, mas gostava de sua companhia, achava ele engraçado.

Em geral eu gostava de ir para a escola, pois era aonde eu encontrava amigos e também de ir à igreja.
Me lembro um pouco da minha sexualidade na infância… me masturbava escondido, de vez em quando, mas me sentia culpada, “safada”. Um dia encontrei umas revistas do meu pai e me interessei, mas minha mãe me encontrou e me deu uma bronca. Desde cedo me interessei pelos meninos na escola, namorava escondido. Mas para minha mãe aparentava uma menina boa e estudiosa.

Quando eu tinha 8 anos eu e minha mãe nos mudamos para uma cidade de litoral interior em um outro estado. Me afastei mais ainda do meu pai e me uni à minha mãe. Sempre sendo companheira dela. Aos 14 consegui o consentimento dela para namorar um menino. Suas recomendações eram de que eu jamais pensasse em fazer nada além de sair pra passear junto e dar uns beijinhos.

Ainda assim, pouco tempo depois engravidei, e me tornei mãe. Resolvi me casar mesmo que as pessoas me aconselhassem o contrário. Mas para mim seria impossível a convivência com a minha mãe após o acontecido. Além disso sentia muito carinho pelo meu namorado e queríamos prosseguir na igreja do qual éramos membros.

Eu sentia muita culpa pelo meu “pecado”, mas nesse ponto a igreja não nos condenou, ao contrário me apoiou bastante e ajudou para nos casássemos. Minha família também me apoiou, mas ao mesmo tempo me criticaram bastante.

Minha mãe se decepcionou muito comigo, mas sempre esteve ao meu lado, sempre me ajudando. Meu pai nunca mais falou comigo e há dois anos atrás faleceu sem que tivéssemos conversado novamente. Minha vida mudou muito rápido depois da gravidez e do casamento e eu tive que amadurecer bruscamente. Nunca parei de estudar e ingressei em uma Universidade federal logo após de terminar o ensino médio.

Minha sexualidade depois do casamento foi quase inexistente, nossas relações eram ótimas até que casamos e isso nunca mais andou bem. Fomos namorados durante dois anos e casados há quatro anos. Há um ano me separei.

Durante o casamento para eu me satisfazer sexualmente eu traia meu marido e ficava com pessoas aleatórias. Fazer sexo durante esses encontros sempre me trouxe muita culpa, às vezes era bom, às vezes era péssimo, mas sempre cheio de insegurança. Desenvolvi graças a vida conturbada, desempenhando várias funções, um transtorno de ansiedade e uma baixa autoestima.

Minhas traições foram perdoadas, mas já não conseguíamos sustentar uma relação sem carinho. Também mudamos muito e nos tornamos pessoas completamente diferentes. Eu estava mais segura, me libertei da igreja e dos dogmas que ajudava minha repressão. Além disso, para mim o casamento já tinha se tornado um peso muito grande, quando consegui independência financeira, me libertei.

Fiz tratamento psicológico para controlar a ansiedade e tenho procurado cuidar mais de mim mesma.
Durante esse tempo recém solteira, tenho aproveitado bastante meu filho, minha casa e saído às vezes para me divertir. Tive alguns parceiros aleatórios. Sinto especialmente que não me conheço sexualmente. Sempre tive ocupada tendo que lidar com todas essas relações conturbadas que eu falei acima. Perdi cedo o tesão pelo meu marido e tive uma vida sexual inativa durante esse período. Quando me relacionei com caras aleatórios sempre o sentimento de culpa estava envolvido e me deixava insegura.

Tive experiências com meninas que foram bem legais, mas em nenhuma delas tive orgasmo. Com os meninos os orgasmos aconteceram, mas nada que se comparasse a minha primeira experiência na massagem tântrica. O sentimento de completude e segurança que os vários orgasmos na massagem me trouxeram me fizeram ver o quanto eu perdi esse tempo todo sem me entregar e me permitir sentir prazer.

Tenho hoje um desafio que muito me incomoda. Meu relacionamento com minha mãe desde que eu me casei não é bom. E até hoje não consegui consertar essa área dentro de mim. Me senti oprimida por ela por diversas vezes na minha vida. Depois que conquistei minha independência fiquei mais à vontade para me posicionar contrária a ela, já que me tornei uma pessoa muito diferente das expectativas dela e isso gerou brigas e discussões. Ela é uma pessoa difícil de conviver, mas eu também reconheço que tivemos discussões desnecessárias graças a mim. Tenho muita gratidão a ela, pois ela sempre esteve ao meu lado. Mesmo me criticando bastante. Gostaria que mesmo sendo diferente dela, conseguíssemos uma relação melhor.

Tenho algumas encanações quando o assunto é sexo e sinto que preciso me conhecer mais. O tantra em algumas experiências que tenho tido agora tem me ajudado a levar a vida com mais leveza e ser saudosa às coisas boas. Acredito que ele pode me ajudar nessa fase de mudanças e descobrimentos.

Marina


Esta é a biografia de Marina, uma das autoras do Meu Querido Orgasmo. Para ler todos os detalhes de sua experiência com a Terapêutica Tântrica, confira o primeiro relato em seu diário: Momento de Plenitude.

Sagar

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20 Jan

Diário de Josi: 02 – A Busca pelo Orgasmo

Esse é o relato pessoal das experiências de Josi, na busca pelo seu primeiro orgasmo, aos 42 anos, através do Método Deva Nishok de Massagem Tântrica. Para saber mais sobre quem é a Josi, e o que a trouxe até aqui, leia sua Biografia.


Sempre pesquisei muito sobre como obter orgasmo, já que venho de relacionamentos frustrados e anos após anos sem obter um orgasmo, mesmo após ir a vários médicos, terapia por anos parecia que nada poderia resolver meu problema e me sentir uma mulher sexualmente completa.

Quando li sobre a Massagem Tântrica Deva Nishok eu olhei com um pouco de desconfiança, será mesmo possível isso? será que somente com uma massagem eu poderia sentir o que jamais senti em minha relações sexuais? Resolvi tentar e agendei minha.

No primeiro momento me sentia nervosa, envergonhada, sem saber como seria minha reação, estando exposta diante de um terapeuta.

Logo ao chegar, porém, minha preocupação se desfez, pois me senti segura,
tamanha seriedade e comprometimento do Sagar. Tivemos uma conversa onde foi explicado tudo que aconteceria durante a massagem, e foi também um momento para relaxar.

Quando a massagem começou me senti acarinhada, serena, e com toques leves ia sentindo arrepios. Me entreguei sem medo, reservas, vergonha, me permiti sentir todas as sensações que cada toque me proporcionava.

Sentia uma energia muito forte circulando pelo meu corpo que não conseguia conter, durante a Massagem Yoni, me senti muito excitada com os toques, e todo o estimulo que estava recebendo, não conseguia acreditar nas sensações que estava sentindo…

De repente meu corpo explodiu em uma sensação única, jamais sentida antes. Gritei Muito! Não entendia o que acontecia comigo, só uma onda de prazer me invadia que não conseguia e não queria controlar, queria poder ter congelado aquele momento.

Minhas pernas contraíam, minha respiração ofegante, sentia vontade de sorrir, chorar… Poderia relatar aqui, se conseguisse definir claramente minhas sensações, mas é impossível separar o que senti a cada gemido.

Fui ao limite do que meu corpo podia, e o que parecia impossível, foi uma experiência única, indescritível e real de que eu poderia sim, ter orgasmo, e que posso sim, me sentir completa e plena, me sentir fêmea, MULHER.

Fica minha gratidão pela experiência, paciência e dedicação que recebi.

Josi

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10 Jan

Diário de Amélie: 02 – Nos Limites do Corpo

Esse é o primeiro relato pessoal das experiências pessoais de Amélie em sua luta contra a depressão, através da Terapêutica Tântrica do Centro Metamorfose. Para saber mais sobre quem é a Ameliê, e o que a trouxe até aqui, leia sua Biografia.


Eu nunca tinha ouvido falar sobre o Tantra e a Massagem Yoni, até que um colega comentou sobre o Centro Metamorfose. Isso instigou a minha curiosidade e comecei a pesquisar e procurar vídeos na internet.

Confesso que a minha primeira reação foi preconceituosa. Pensei: “Nossa, tem gente pra tudo mesmo!. E a reação das pessoas, que exagero! Gargalhar, chorar? Coisa mais estranha… Será possível?” Mantive minha curiosidade sobre o tema, mas chegar a fazer a tal massagem seria difícil…. e com homem jamais! Seria muito, muito constrangedor. Não aceito nem consulta com ginecologista homem!

Depois disso, nada do que aconteceu foi planejado. Recebi um convite para participar do workshop Caminho do Amor e aceitei. Não tinha nada a perder, já estava chegando no auge de uma crise existencial e já sentia os sintomas físicos da ansiedade. A essa altura já estava tentando de tudo que pudesse milagrosamente me fazer sentir melhor.

Algum tempo depois de participar do workshop, surgiu a oportunidade de fazer a tal da Massagem Yoni. Aceitei, sem hesitar. A minha busca por autoconhecimento e controle da ansiedade e da depressão não havia acabado.

Porém, quando o dia da sessão se aproximava comecei a ficar nervosa. Minha cabeça começou a borbulhar. Por que eu aceitei?! Curiosidade… a curiosidade matou o gato! E agora?! Vou desmarcar! Mas, se eu desmarcar nunca vou saber como é… e depois desmarcar tão em cima da hora fica chato! Agora eu tenho que ir… Mas, quem vai fazer a massagem é um homem! O que eu fui fazer? Vou pagar a minha língua! Tudo que vou sentir é vergonha e nervosismo! Que furada!

Contei a minha mãe que ia a uma sessão de massagem (comum, claro!) e ela achou uma grande bobagem, não seria isso que resolveria meus problemas. Comecei a imaginar a reação dela se soubesse que tipo de massagem eu realmente iria fazer. Bem, num primeiro momento, ela chamaria o Samu. Claro, se despir para um homem desconhecido é um forte sinal que eu enlouqueci. Depois, ela iria querer saber o nome, telefone e endereço do individuo que me aliciou. Ameaçaria chamar a polícia. E por fim, o sermão. Eu deveria orar, pedir a Deus uma direção, porque o “inimigo” está atuando na minha vida e atrapalhando meus objetivos etc… Parece exagero, e eu até gostaria que fosse, mas não é!

Sem coragem para ir sozinha chamei uma amiga e fomos. Pensei em desistir no ônibus, quando cheguei no prédio, quando bati na porta, quando a porta foi aberta e quando ele começou a me explicar o processo… Mas, resolvi ir em frente, afinal, eu já estava ali e não poderia fazer aquele papelão! rs…

Só que ficar completamente nua na frente de um homem que eu mal conhecia era uma grande barreira. Aquilo era intimidade demais para mim. Afinal, o que eu estava fazendo ali? Aquilo era loucura. No início não consegui relaxar, até que me veio um pensamento libertador: “agora que ele já viu tudo já era, o melhor é deixar acontecer e esperar o resultado…”

Quando finalmente relaxei, aqueles pensamentos se dissiparam e eu comecei a sentir o toque, a respiração… Depois veio a massagem e uma sensação boa percorreu meu corpo inteiro. De repente, senti as minhas mãos dormentes, minhas pernas tremiam de forma incontrolável. Eu pensei: “Será que vou ter um treco? Talvez um AVC… e se eu precisar do SAMU mesmo?”.

É… eu penso demais! Mas, aquilo era algo totalmente estranho pra mim, nunca tinha sentido algo parecido. Eu suava litros, meu corpo parecia vibrar até o último fio de cabelo. Aquilo só aumentava e eu sentia que poderia chegar a um lugar desconhecido. Havia prazer, mas havia também um bloqueio. Eu sentia que se ultrapassasse o limite eu poderia morrer, por isso às vezes tentava me desvencilhar daquilo. Sentia medo, mas também me sentia viva.

No dia seguinte, acordei com os músculos doloridos, como se tivesse feito muito exercício físico. Se além de tudo essa massagem substituir a academia, maravilha! O melhor do “pós-yoni” foi que não senti culpa ou arrependimento algum, como sempre aconteceu em minhas relações sexuais. Pelo contrário, estou curiosa e quero saber até onde eu posso chegar. Quem sabe ao Nirvana?!!!

Amélie

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10 Jan

Diário de Josi: 01 – Quem sou eu?

Eu sou a Josi. Tenho 42 anos, solteira, contadora, trabalho com gestão de pessoas, não tenho filhos, não me casei, sempre tive relacionamentos conturbados e embora eu tentasse veementemente, nunca tive um orgasmo.

A minha história de falta de amor começa na infância, tive uma mãe controladora e um pai que, apesar de estar ali, nunca fez parte da minha vida, nunca me acarinhou, conversou ou participou de qualquer atividade comigo.

Meu pai era violento e cresci em meio a violência familiar. Ele sempre agredia fisicamente minha mãe, que jamais reagia. Agredia meu irmão que, por sua vez, também me agredia, momentos em que minha mãe nunca me defendeu ou se manifestou ao meu favor.

Cresci ouvindo da minha mãe que ela não me queria, que tentou me abortar várias vezes, mas que infelizmente nasci. Ouvia que meu pai jamais me pegou no colo, chorasse eu quanto fosse. Ouvia que meu irmão tentou me sufocar com minhas fraldas por varias vezes e que todos acham bonitinho isso!

Durante a infância e adolescência tentava desesperadamente ter o amor dos meus pais, tirava as melhores notas, queria que sentissem orgulho de mim, procurava sempre a aprovação e aceitação de todos; colegas de colégio, pai, mãe, professores, amigos, não importava o que precisasse fazer, só queria que gostassem de mim.

E assim foi também durante minha adolescência. Meu primeiro amor foi aos 12 anos, que me rejeitou! Aquela experiência ruim me seguiu por longos anos, todos os relacionamentos que seguiram foi sempre assim, me dedicava, tentava agradar de alguma forma para ter carinho, afeto, e não conseguia, e mesmo assim me submetia a eles, para ter o mínimo que eu podia, já que pensava que era a única coisa que eu poderia ter.

Minha primeira relação sexual foi um desastre, eu namorava a um tempo esse rapaz, eu já com 23 anos, senti muita, muita dor, e só! Quando tudo acabou, ele simplesmente me levou em casa e nunca mais apareceu! Minha mãe quando soube não poupou comentários do tipo “Agora ninguém vai querer ficar com você! Era a única coisa que você tinha de bom! Eu ouvia tudo aquilo e as lágrimas caiam, sem que eu dissesse uma só palavra.

Tudo piorou desde então, minha vida era um caos, um sofrimento só! Não tinha amor da minha mãe, meus pais se separaram, e meu pai se já não dava atenção, deu menos ainda. Minha mãe começou a namorar e minha vida se transformou em um inferno ainda maior! Meu irmão casou e eu fiquei em casa sozinha com minha mãe, quando estava trabalhando eu ainda tinha o dia longe, mas quando chegava era um inferno. O namorado da minha mãe entrava no meu quarto, mexia nas minhas coisas e minha mãe ainda defendia ele, dizendo que eu era uma pedra em seu caminho, que eu deveria ir embora.

Passei anos para conquistar minha independência e fui morar sozinha. Não tinha mais as ofensas da minha mãe, mas mesmo assim ela me controlava, continuou ainda exercendo um poder absurdo sobre mim, meus horários, minha vida. Tentei me libertar e me relacionar novamente, mas nada de mudança.

Me sentia mal, triste e frustrada, jamais tive orgasmo nas minhas relações, das quais fazia para agradar. Eu até me excitava, mas durante a penetração tudo o que queria era que aquilo terminasse.

Fingia orgasmo sempre, para não parecer tão “anormal’ diante dos homens, e meus relacionamentos eram de plena dependência emocional. Queria encontrar em cada homem o meu pai, o protetor, o amante, o amigo, aquele que eu pudesse contar minha história, meu segredo sem sentir o olhar de preconceito e julgamento.

Uma vez que me abri com um namorado e contei tudo que aconteceu na minha infância ouvi “nem seus pais gostam de você, por que você quer que eu goste?” e decidi que nunca mais falaria do me passado a ninguém.

Na tentativa de buscar meu orgasmo e vencer tantos traumas, busquei ajuda profissional, fiz terapia durante anos, incontáveis anos, tomei anti depressivos, calmantes, na tentativa de melhorar a dor que sentia. Não conseguia mais me relacionar com as pessoas, tive problemas no trabalho, com amigos e cheguei a ter raiva do mundo!

Tentava me masturbar e nada! não conseguia me tocar, não sentia nada ao meu toque.

Finalmente, acabei entrando pelo mundo do fetiche, participei de grupos de sadomasoquismo (BDSM), achando que estava no caminho certo, já que me sentia submissa, e me dava prazer em servir.

Tive uma relação de dominação e submissão com um homem que me fez muito mal. Meu emocional ficou pior, pois, por mais que entregasse meu corpo para as torturas e deleite de quem me dominava, e me sentisse orgulhosa naqueles instantes que suportava a dor mesmo não sendo masoquista, somente para o prazer dele, percebia o olhar de desprezo e sempre era deixada de lado, quando aparecia outra mais interessante.

Tudo isso me levou a um surto um dia, e comecei a sentir que eu não merecia ser feliz! Que a felicidade, prazer, amor, poderia era algo simples para minhas pessoas, mas não para mim.

Tive algumas experiências com meninas, porque elas sentiam como eu, e não iriam me magoar como os homens…. Mas também, não conseguia ter orgasmo, por mais que sentisse tensão, a coisa não acontecia.

Tive tantas relações destrutivas que resolvi parar e não mais tentar.

Acredito muito que nada é por acaso, e a alguns anos atrás pesquisando na net sobre orgasmo me deparei com o site do Centro Metamorfose. Li, reli, e pensei: Nossa, é tudo que preciso, será que é real? será que até mesmo eu, que nunca senti, iria consegui? Num primeiro momento engavetei a idéia, porque já havia tentado de tudo, e nada fazia efeito mesmo.

Até que o Centro Metamorfose cruzou novamente meu caminho e resolvi abrir a porta e me permitir que essa experiência entrasse na minha vida. Agora começa uma nova história, sinto um progresso imenso no me comportamento, percepção da vida e pessoas a volta.

Posso dizer, hoje, que tive na minha primeira sessão de massagem, o meu PRIMEIRO ORGASMO!

Josi


Esta é a biografia de Josi, uma das autoras do Meu Querido Orgasmo. Para ler todos os detalhes de sua primeira sessão com o Método Deva Nishok de Massagem Tântrica confira o relato em seu diário: A Busca Pelo Orgasmo.

Sagar

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03 Jan

Diário de Amélie: 01 – Quem sou eu?

Sou a Amélie, tenho 28 anos, trabalho e estudo… Não tenho a intenção de casar ou ter filhos. Já tenho meus filhos de quatro patas. Contar a minha história não é muito fácil. Não quero parecer muito dramática. A minha mãe sempre diz que não consegue entender meu quadro depressivo, porque tem pessoas que passam ou passaram por coisa muito pior e estão vivendo!

Minha infância é uma época da qual não sinto saudade alguma. Minha família é pequena. Meu pai nos abandonou quando eu ainda era criança e minha irmã um bebê com problemas sérios de saúde. Depois do nascimento dela, passamos por muitas dificuldades financeiras. Eu era encarregada de ligar para o dito cujo e pedir para ele cumprir seu papel de pai e nos ajudar. Essa era uma missão da qual eu tinha pavor, ficava nervosa, tremia, gaguejava… um verdadeiro fracasso! Ele nunca nos ajudou. É um mentiroso, que tudo prometia, nada cumpria e depois sumia. Minha mãe era rude comigo, dizia que eu não era uma menina esperta e que não conseguia conquistar o amor nem a piedade dele.

Com o tempo a situação só piorou, as dívidas se acumulavam e minha mãe vendeu tudo que possuía algum valor. A ordem de despejo já tinha chegado quando apareceu um amigo da minha mãe que se propôs a ajudar. Bem, nessa vida eu aprendi que nada é de graça… tudo tem um preço. Ele era pedófilo.

Mudamos de casa muitas vezes, mas eu lembro bem de todas. Depois passamos a morar com minha avó, que tinha problemas com alcoolismo. Nem preciso dizer que não foi um mar de rosas. Ela se tornava hostil quando bebia, o problema é que ela bebia sempre… Cresci nesse ambiente familiar. Eu era muito cobrada e, muitas vezes, culpada também.

Então, desde que eu me conheço por gente, a imagem masculina representa algo ruim. Isso sempre foi reforçado por minha mãe, que dizia: “homem não presta”, “homem só quer sexo”. Eu poderia ter provado que isso não é uma verdade absoluta, mas o contrário sempre me foi apresentado…

Aos 16 anos, um ex-namorado da minha mãe invadiu minha casa, com péssimas intenções, enquanto eu dormia (já sabendo que naquele horário eu estaria sozinha). Consegui fugir. Mas, comecei a pensar que a culpa era minha, que eu atraía esse tipo de coisa. Minha mãe argumentava que eu tinha cara de boba.

Mesmo assim tentei alguns (poucos) relacionamentos. Todos deram errado: traição, mentiras e abandono. O ato sexual sempre foi pra mim como um ritual de sacrifício. Eu me sacrificava por alguém que eu amava. Nessas relações, eu gostava mais da companhia e do carinho e, por mim, ficaria só nisso… nunca tive orgasmo ou prazer com elas.

Às vezes eu fazia um grande esforço mental pra sentir algo bom, aí eu sentia um pontinha de algo, como posso dizer… uma cosquinha, que logo se dissipava! Na verdade o que eu sentia era dor e incômodo. Esperava que aquilo acabasse o quanto antes, às vezes me desligava do momento, pensando numa imensidão de coisas, que poderia até ser as minhas contas no final do mês.

Quando o ato demorava para acabar, eu só conseguia pensar na minha cistite pós-coito se agravando (sim, eu tenho isso!). Depois me sentia culpada e arrependida. Chegava a conclusão que o sacrifício não valia a pena.

É… eu sei, isso é estranho! Acho que é inaceitável na minha idade, chega a beirar o ridículo! Eu sei que muitas coisas são fruto da minha educação, mas as minhas experiências não ajudaram muito também. E a cada nova experiência negativa meu grau de desconfiança e insegurança aumentava. Tudo bem, desilusões todo mundo tem… mas, na fase adulta também pude experimentar na pele algo que reforçou ainda mais aquela velha imagem… Não gosto de relembrar o dia em que mais tive nojo de mim e me senti a pior pessoa do mundo, quando fui forçada a fazer sexo com um ex-namorado.

Não gosto de reviver o passado que me persegue. E dividir essas lembranças com alguém que a gente goste e confie não é lá muito bom… As pessoas acabam se afastando. Talvez contar seja dividir um fardo ou colocar responsabilidade demais sobre a outra pessoa, não sei… mas decidi que não contarei à mais ninguém. Esta será a última vez!

Hoje, posso dizer que sou uma pessoa ultra, mega, power, hiper desconfiada. Todo mundo tem seus mecanismos de defesa, né?! A minha preocupação inicial em parecer dramática é porque não desejo despertar a piedade de ninguém.

Não quero dizer que sou vítima das situações nem que o mundo foi injusto comigo. Não vou pedir ao mundo uma indenização por hoje eu ser uma pessoa sem fé e sem prazer (sexual). Eu sempre vivi normalmente (na medida do possível…rs), não vivo chorando as pitangas por aí… É claro, tenho períodos de crise existencial, de ansiedade e depressão. Nesse momento, vivo uma das piores crises… talvez porque já sou quase uma balzaquiana… Mas, estou tentando resolver.

Quero encontrar um sentido para minha vida, conseguir acreditar em algo, superar a depressão, controlar a ansiedade… quero sentir mais coisas boas! Enfim, foi isso o que me levou a procurar o Centro Metamorfose.

Minha intenção não é melhorar minhas relações sexuais, até porque não tenho parceiro e pretendo manter distância dos pretendentes. O meu objetivo é chegar em um lugar que eu não tenho acesso de outra forma, equilibrar os hormônios para encontrar a cura para os problemas que já relatei.

E foi justo na minha primeira sessão de massagem que finalmente senti, verdadeiramente, que tudo isso é possível…

Amélie


Esta é a biografia de Amelié, uma das autoras do Meu Querido Orgasmo. Para ler o relato de sua primeira sessão com o Método Deva Nishok de Massagem Tântrica confira a publicação em seu diário: Nos Limites do Corpo

Sagar

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18 Dec

Repressão e Expressão

“Repressão significa viver uma vida que não é o seu destino. Repressão é fazer coisas que você nunca quis fazer. Repressão é ser uma pessoa que você não é. É uma forma de se autodestruir.

Expressão é vida, repressão é suicídio. Não viva uma vida reprimida, do contrário você não viverá. Viva uma vida de expressão, criatividade, alegria.

Ouça seus instintos, ouça seu corpo, seu coração, sua inteligência. Dependa apenas de si mesmo, vá aonde quer que sua espontaneidade o leve, assim você nunca estará perdido.

E, seguindo espontaneamente sua vida natural, um dia você acabará chegando às portas do divino.”

- Osho -

premsagar


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13 Dec

Diário de Luíza: 02 – Primeiros Passos no Sexo

Este é o relato da primeira relação sexual de Luiza após descobrir o orgasmo na Massagem Tântrica. Para saber como foi essa descoberta leia seu relato anterior: Meu Primeiro Orgasmo.


Hoje encontrei com um homem que conheço há anos. Já a um bom tempo que tenho um certo interesse por ele, mas como ele nunca tentou nada e nós tínhamos uma relação, digamos, profissional, eu nunca ousei me insinuar claramente.

Nas últimas vezes que nos encontramos meu interesse aumentou, nossas conversas se tornaram mais íntimas, e eu passei a desejá-lo com muito carinho.

Faz dois dias desde que fiz a Massagem Yoni, que me proporcionou meu primeiro Orgasmo de verdade. Hoje, ao encontrá-lo, ele não me deixou ir embora sem darmos nosso primeiro beijo!!

Por causa do resultado da massagem, confesso que fiquei com expectativas sobre sentir aquilo tudo que senti na sessão. Fiquei tensa e tive medo. Mas encarei e transamos. Foi bom, mas foi estranho. Ainda fiquei no controle. Sei que minha expectativa era de vivenciar o paraíso com ele. Mas não foi assim. E eu fiquei me observando o tempo todo e em pouquíssimos momentos consegui me entregar.

Durante a massagem Massagem Yoni a guerra interna que vivenciei em mim foi o Ego Repressor versus o Ego Saudável que queria a libertação. Hoje a disputa foi o Ego Controlador, querendo comprovar o quanto eu já estava livre e curada versus o Ego Saudável. Na sessão o Ego Saudável venceu, mas hoje não.

Entendo que meu corpo e meu sistema estão se readaptando à estas novas informações corporais. Então é deixar a vida acontecer e que venha naturalmente. Mas numa coisa eu acredito: Que não houve coincidência no fato de vivenciar a Massagem Yoni e imediatamente em seguida, receber os beijos que eu queria! Seria a minha vida voltando a fluir?!

Luíza


Comentário do Terapeuta: É muito comum, após a primeira sessão de massagem, criar-se a expectativa de viver as mesmas sensações experimentadas no atendimento dentro das relações sexuais, o que nem sempre acontece de imediato. Os motivos podem ser vários, mas o principal deles é que as massagens são um processo de desenvolvimento, e os seus efeitos e benefícios se acumulam no decorrer das sessões.

Passadas algumas semanas (e alguns atendimentos) Luíza finalmente encontrou na relação com este mesmo homem todo o seu potencial orgástico, com as mesmas ondas de prazer, e o mesmo espaço de plenitude que descobriu inicialmente em seus atendimentos. Ela conseguiu percorrer todo o caminho desde a Anorgasmia total até a experiência de Múltiplos Orgasmos no sexo com seu parceiro.

Para saber como Luíza chegou até lá acompanhe seus relatos, começando pelo próximo: Libertação pelo Prazer.

Sagar

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10 Dec

Diário de Luíza: 01 – Meu Primeiro Orgasmo

Há tempos eu sentia como se alguma coisa bloqueasse a minha vida e meus caminhos. Já tinha feito vários tipos de terapia e nada.

Como havia lido a respeito da importância da energia sexual para equilibrar outros setores da vida, me veio com clareza que eu estava bloqueada sexualmente e precisava resolver na prática para que a energia do meu corpo pudesse fluir e assim refletir à minha volta.

Mas com que homem eu poderia me relacionar que estaria preparado para me ajudar com isso? Tinha que ser com alguém preparado e que entendesse o que eu estava passando.

Certo dia, como se eu tivesse atraído sem intenção consciente acessei o site do Centro Metamorfose e quando vi as fotos da Massagem Tântrica, achei um absurdo! Como pode? Massagem “lá” para ajudar a pessoa alcançar o orgasmo?? Fiquei chocada e sem coragem de seguir adiante no site. Mas criei coragem e continuei lendo. Percebi pessoas felizes com uma energia leve e boa. Então conforme eu avançava no site, alguns tabus foram se dissolvendo e passados alguns meses eu consegui ligar para marcar uma consulta.

Os dias anteriores até a chegada na porta do consultório foram bem fáceis, estava cheia de coragem de experimentar uma possível cura da minha sexualidade que pudesse me permitir viver um relacionamento de mais qualidade.

Mas quando o terapeuta Sagar abriu a porta eu quis correr e ir embora. Fiquei morrendo de vergonha!! Pensei, o que que eu estou fazendo aqui?? Daí em diante se iniciou em mim uma discussão interna que me deixou travada, tímida e totalmente insegura. Cada vez que o Sagar falava comigo eu ia analisando e tentando sentir a cada momento que ele era uma pessoa de confiança. Eu devia parecer um gato com medo de água. E ele realmente me fez sentir amizade e muito respeito em todos os momentos.

Fizemos uma dinâmica para eu sentir confiança nele e tínhamos que olhar olho no olho por um tempo. Foi então que após um tempo eu não conseguia mais olhar nos olhos dele. Eu me senti muito incomodada porém não sabia o que era. Então entendi que eu estava com medo do olhar dele, era ameaçador, como se ele fosse muito mau e fosse me fazer alguma maldade. Pronto entendi tudo, em algum lugar do meu inconsciente a figura masculina tinha se registrado como perverso, mal, como se o homem, o masculino, fosse o mal do mundo.

Comecei a chorar tanto mais tanto e eu fui deixando sair à medida que o Sagar me incentivava, e sabia que com isso eu começaria a esvaziar esse sentimento, esse registro. Eu senti no meu corpo a dor de abuso e violência que eu nem sabia de onde vinha, a dor dos amores perdidos por causa desta medo, o tempo perdido procurando o amor e sem encontrá-lo, a solidão e a distância entre meu pai e eu. Senti todo o efeito que esse registro causou em mim, e não sei por quanto tempo, quantas vidas. Passou… passou… e senti alívio.

O Sagar começou a Massagem Sensitive, que é feita com as pontas dos dedos, e com a pessoa nua. A minha discussão interna recomeçou exatamente como que acontecia muitas vezes nas minhas relações com parceiros. Minha mente tentava me tirar da experiência o tempo todo, fugindo para o passado e futuro, e meu Ego me criticava pela celulite e aparência do corpo.

Conforme a massagem foi intensificando meus músculos ficaram duros, relaxar era impossível. E a discussão interna voltou, uma parte dizia isso é prostituição, você tá que nem vagabunda, pára agora com isso, não deixa ele te encostar, você não tem nada com ele, é feio, é errado…

libertacao

E a outra parte começou a dizer: Foda-se! Eu quero! Eu quero sentir mesmo, eu quero, eu quero, o corpo é meu, se eu quiser que seja assim o problema é meu, e cada vez que eu ouvia essa outra voz eu conseguia um “pedaço do prazer”, e por aí foi, até que esse outro eu começou a ganhar cada vez mais força, eu comecei e me libertar das recomendações da sociedade, das palavras de aprisionamento que eu tinha ouvido durante a minha vida toda.

E assim literalmente segui o caminho até o meu primeiro orgasmo de verdade. Sensação indescritível de morrer de tanto prazer! Uma morte segura! Fantástico! Eu nunca havia alcançado o orgasmo com um parceiro.

É claro que na masturbação, após algumas fantasias mentais, era fácil ter algo que chamava de orgasmo. Mas depois que eu conheci a massagem, qualquer coisa anterior não passou de uma pequena amostra que eu diria insignificante. Foi então que entendi o porquê dos relacionamentos frustrados.

A volta para casa foi sorriso de orelha a orelha sem conseguir e sem querer disfarçar. Eu parecia estar no paraíso, apaixonada, grata e curada! Foi como se ali eu tivesse, finalmente, encontrado a chave do cadeado que eu deixei que colocassem na minha vagina, no meu corpo, no meu inconsciente e na minha consciência.

Luíza


Comentários do Terapeuta: É alarmante o número de mulheres que ainda hoje sofre com algum grau de Anorgasmia, enfrentando impossibilidades ou dificuldades para se alcançar um orgasmo pleno e satisfatório. Mesmo entre as mulheres que acreditam conhecer o orgasmo, uma grande parte não o conhece de fato, sendo capazes de experimentar apenas leves espasmodicações pré-orgásticas, que não se desenvolvem em uma experiência completa.

Por incrível que pareça, a maioria destas mulheres nada possui em sua fisiologia ou em sua condição natural que as impeça de experimentar a arrebatadora sensação de uma onda orgástica. Elas realizam exames que dão resultados normais, convivem com um parceiro bonito e atencioso, têm uma vida sexualmente ativa… e ainda assim vivem com o dilema: “Porquê não consigo ter orgasmo?”

Existem várias razões para essa situação absurda que vivemos na sociedade moderna, mas a raiz de todas elas reside na educação repressora, vexatória e irracional que as mulheres encontram no desenvolvimento da sua sexualidade e nos processos de descoberta dos seu próprios corpos. Enquanto em sua infância são proibidas de tocarem e explorarem a si mesmas, na vida adulta encontram parceiros rudes ou desinformados, fruto de uma cultura onde a mulher é objeto e o sexo pornográfico é a norma.

E assim, sem grandes estímulos ou gratificações, desde a infância, até a adolescência, e a vida adulta, os vínculos neuro-funcionais da mulher com seu órgão sexual se enfraquecem… a informação nervosa que deveria ser interpretada pelo cérebro como prazer, passa a ser traduzida em informações de dor, desconforto ou insensibilidade. Os músculos da vagina, especialmente os que envolvem e sustentam o corpo do clitóris, se atrofiam…

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O Método Deva Nishok de Terapêutica Tântrica, longe de ser um ato sexual, romântico ou erótico, é um trabalho sério, profissional, de reeducação sensorial. É capaz de reconstruir e potencializar os vínculos neuro-funcionais entre a mulher e o seu corpo, ressignificando as memórias de uma educação distorcida e abrindo uma nova perspectiva de prazer, saúde, e bem-estar sexual.

Seja para conhecer o primeiro orgasmo, ou para conhecer múltiplos orgasmos… Nunca é tarde para se dar a chance de viver, plenamente, a sua própria sexualidade!

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