22 Jul

Diário de Luíza: 06 – Os 20 minutos (orgásticos) de Luíza

Esse é o relato de Luíza sobre uma de suas sessões avançadas na terapêutica tântrica, compartilhando com os leitores o que é capaz de experimentar uma pessoa que se dedica ao desenvolvimento da própria sexualidade.

Para ler seu relato anterior, acesse: A Cura da Sexualidade


Desta vez, antes de iniciarmos a sessão, o terapeuta me sugeriu que eu “eliminasse” a culpa pelo prazer através da massagem. Imagino que ele tenha percebido isso em mim, pois nas sessões anteriores, sinto que estava faltando mais da minha entrega, principalmente por se tratar de prazer com um terapeuta.

Então… já durante a massagem sensitive eu fiz uma breve meditação pedindo ao meu Eu superior, meu Deus interno, que enviasse para à Luz todas as crenças que estavam em mim e que me travavam para o prazer e todas as crenças negativas que eu tivesse a respeito do meu corpo e dos meus genitais. Eu não queria nem saber quais eram, só queriam que fossem removidas de mim.

A massagem Yoni começou e lembro que logo veio a imagem do meu pai e uma sensação de culpa, como se eu o estivesse decepcionando com aquele momento.

Mas continuei me permitindo e o prazer foi aumentando e o orgasmo chegando e como se um clarão expandisse a minha consciência, eu tive claramente a sensação de não ser filha deste pai, de não ser filha de ninguém, eu era do universo, aquilo tudo de pai e mãe era um cenário temporário, apenas um detalhe muito pequeno.

Quando eu cheguei na plenitude total, senti a verdade sobre o meu espírito, a consciência de estar temporariamente em um corpo humano, a sensação de ver o mundo em crise e essa consciência me deu a sensação de ser livre dessa crise e desse mundo.

Eu senti perfeitamente o que é não pertencer a este mundo, coisa que eu já sabia, mas sentir com plenitude foi fantástico e indescritível!

O melhor foi que eu pude “saborear” essa sensação, por que o orgasmo durou o suficiente para eu sentir tudo isso ao máximo, mais ou menos 20 minutos!! Foi maravilhoso e eu chorei, perdi a voz, chorei de novo… foi libertador!

As sensações do momento do orgasmo são únicas e o máximo que posso fazer é tentar “traduzir” as sensações e colocar em palavras, pois tudo o que ocorreu no ápice deste orgasmo catártico foi expansão de consciência onde não existem palavras nem pensamentos, só sentir a verdade absoluta penetrando em mim.

A massagem continuou e eu me sentia cada vez mais entregue, o pedacinho que antes faltava para eu me entregar, sinto que entreguei. E o prazer foi tão intenso que em algum momento eu fiquei com medo de sentir, e cheguei a fugir. Já não conseguia ficar deitada, meu corpo se curvava para frente automaticamente. Dessa vez foi puro prazer, sem interferência do Ego. Foi delicioso!

Luíza


Comentário do Terapeuta: É comum observamos na terapêutica tântrica espaços hiper-orgásticos, que não apenas duram mais tempo, como são mais intensos que os orgasmos convencionais.

Um hiper-orgasmo tem duas características principais: a primeira é que ele toma conta de todo o corpo, e a segunda, é que ele pode se expandir por vários minutos. Até mesmo dezenas de minutos.

É um estado de extrema riqueza sensorial, onde todas as células do corpo vibram e pulsam no ritmo da vida, é algo tão forte, tão intenso e arrebatador, que aproxima as pessoas dos seus conceitos de sagrado, reconectando-as com a sua verdadeira essência.

Nós crescemos vítimas de uma educação perniciosa, dissociativa. Aprendemos que o prazer sexual é sujo, e que seu único aspecto Sagrado, ou aceitável, é a via da reprodução. Para quem vive uma experiência hiper-orgástica, essa noção reducionista do papel da energia sexual na vida humana cai por terra, na prática.

Luíza encontrou, no desenvolvimento da sua experiência orgástica, o poder pessoal necessário para desprogramar seus bloqueios, muitos dos quais ela tentava trabalhar em outras terapias há anos.

Os leitores podem se perguntar se o mérito é do Terapeuta… Eu sempre digo o oposto, o mérito é de quem recebe. Luíza conseguiu abrir mão da culpa programada por sua educação repressora, foi ela mesma quem abriu a porta para se permitir viver esta experiência: 20 minutos de Orgasmo.

Para alguns pode parecer mentira, para outros pode parecer utópico. Para Luíza, foram 20 minutos vividos na pele.

Para ser avisado quando Luíza escrever seu próximo relato, e acompanhar sua jornada de desenvolvimento, assine o nosso blog!

Sagar

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