08 Feb

Diários Avulsos: Júlia – Orgasmo, Vibração, Meditação e Amor…

Este é o relato de Júlia, que encontrou no Método Deva Nishok de Massagem Tântrica um caminho para combater a depressão e a falta de auto-estima.


Sabe quando você se desanima, fica depressiva? Sim, porque passamos por decepções, frustrações. Eu quero que você não se desespere porque se você estiver em busca de seu autoconhecimento a vida vai te surpreender, ela pode te dar o que você precisa.

Comigo foi em uma conversa com uma amiga descobri o site do Centro Metamorfose. Minha primeira impressão foi:- “Nossa! Que incrível descoberta! Isso é algo realmente diferente! Mas calma, vê o que se trata, lê, pesquisa… amadurece a ideia.”

Quanto mais lia mais eu percebia que aquilo realmente era um trabalho sério, profundamente lindo e era o que eu precisava. Estava muito ansiosa. Quando cheguei lá peguei umas revistas para ler, mas eu só folheei de tanta ansiedade e entusiasmo.

Confesso que estava tímida, mas o ambiente onde a massagem aconteceria era tão receptivo que aos poucos comecei a me sentir mais a vontade e confiante. O terapeuta, Sagar, fez algumas perguntas e me explicou como tudo aconteceria.

Na massagem não durou muito para eu começar a relaxar profundamente. Fui relaxando, relaxando, até que percebi que meu corpo começou a vibrar. A sensação era de um formigamento interno muito quente e gostoso, mas eu continuava parada. Então me mexia, totalmente relaxada.

Sentia o corpo reagir a todos os suaves toques, até que algo surpreendente aconteceu: comecei a chorar muito. Mas não era um choro comum, não era um choro por algo do momento, pelo contrário, senti sofrimentos do passado, algo espiritual que sempre buscava e não alcançava nunca. – Deixe o som sair!- Sagar falava. Foi aí que eu me entreguei por completo, pois eu comecei a gritar muito alto e várias vezes. Queria gritar a tristeza e indignação que eu sentia! Era muita dor e lá eu podia gritar sem ser repreendida!

Esses fortes gritos foram se dissipando em risos, risos que foram aumentando cada vez mais. É isso! A minha tristeza era de não alcançar algo que me una ao outro. Mas desculpa usar essa frase, todos somos um! Entendi que minha busca espiritual é a busca de todos, a busca do amor real, do mais nobre sentimento responsável pela alegria de viver.

Toda minha indignação passou para a felicidade plena! Entendi que eu buscava o amor, o sentimento universal de união, eu RENASCI! Voltei a chorar, mas dessa vez, um choro muito bom! Comecei a lembrar da infância, da essência pura e espontânea da criança! Lembrei de um homem que me amava e estava feliz por ter feito ele feliz! Opa, então, eu também o amo! Quanto amor há dentro de mim que eu nem sabia! Eu estava tão feliz que comecei a sentir um prazer imenso, cheguei ao orgasmo.

Isso aconteceu diversas vezes. (Orgasmos múltiplos!!)

Estou revigorada. Saio de lá querendo rir, cantar…
Quanto tempo que não me sentia assim, tão presente e tão bem comigo mesma!
Que bom que eu sou um ser humano!

Amei mais do que sabia, amarei mais do que amaria!

Obrigada Sagar!

Júlia


Comentários do Terapeuta: Muitas vezes referimo-nos a nossa terapia como Terapia Vibracional. A vibração corporal experimentada por Júlia é resultado do acúmulo e de uma acentuada circulação da bioeletricidade humana. Essa energia, cuja ativação resulta de processos químicos e fisiológicos desencadeados pela massagem, possui enorme efeito terapêutico, além de ser extremamente agradável. Ela percorre naturalmente todos os grupamentos neuro-musculares do corpo, com um rastro sensorial que acorda a auto-percepção, induzindo gradualmente um estado meditativo, alterado, de percepção e consciência.

Nesse estado a pessoa experimenta os mesmos efeitos que os místicos em seus êxtases meditativos, um estado que denominamos de Supra-Conscência, ou de “Experiência Oceânica”, um estado onde os registros somáticos de trauma e dor são desprogramados, onde a própria sabedoria intrínseca, do corpo e do espírito são convocadas a atuarem como agentes auto-reguladores, auto-curadores.

Por muito tempo temos reprimido o potencial de nossa sexualidade, relegando-a a um mero atrito genital de descarrego dos hormônios, realizado às escuras, à margem… Sem conhecimento de causa, sem consciência, sem senso de sacralidade. Não é a toa que temos tanta associação da sexualidade com perversões, fetiches e violências. encerramos nossa força criadora dentro âmbito de nossas sombras, e deixamos que ela se desenvolvesse por lá.

Um dos principais desafios da Nova Humanidade será este… reeducar-se, profundamente, para reunir definitivamente a Sexualidade e o Sagrado.

Sagar

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