18 Sep

Diário de Amélie: 03 – Eu não conseguia nem colocar um O.B… – Vencendo a Dispareunia

A terapia obviamente trouxe grandes mudanças na minha vida: consegui sair da crise de depressão, minha ansiedade diminuiu bastante. Voltei a vida, retomei tudo que era importante para mim, mas que antes havia abandonado e as coisas que não me fazem bem estou deixando pra trás. Estou deixando o passado onde ele deve ficar.

Mas as mudanças foram além de questões psicológicas. Algum tempo depois da quarta sessão, precisei fazer um tratamento ginecológico. Isso sempre foi desgastante para mim, pois sempre  tive dificuldade de inserir os aplicadores com a medicação ou mesmo um OB. Sentia muita dor e incômodo. O OB, após algumas tentativas fracassadas, desisti de usar, mas o tratamento ginecológico é uma coisa que não dá pra fugir…

Eu dizia a minha ginecologista que não conseguia inserir o aplicador até o final, sentia incômodos e dores horríveis, lacinantes… Usar aquilo por 10 dias então era algo impossível! No início, ela nem acreditava em mim. Mas por mais que eu tentasse, nada adiantava, em determinado ponto do canal vaginal parecia haver um bloqueio, onde nada era capaz de passar.

É claro que desse jeito é impossível sentir prazer com a relação sexual. Durante a relação sentia muita dor. Após o sexo eu precisava de um grande período de recuperação, onde eu tinha que tratar inevitavelmente uma cistite, o que também aumentava o sentimento de culpa e arrependimento. Por que eu havia me sujeitado aquilo? Eu só queria ter uma relação normal ou pelo menos saber como é… mas pra mim nunca foi normal. Tive poucas relações sexuais, nunca senti falta, nunca gostei, sempre que tentei me arrependi.

Pois bem… voltando ao tratamento ginecológico, a ginecologista prescreveu a aplicação de 10 dias de creme vaginal. Fiquei aflita. Não queria passar por aquilo novamente. Na primeira noite, estava incrédula, sabia que não ia dar certo, sentiria dor, não aplicaria corretamente e que o ciclo de reincidências retornaria.

Mas… para a minha surpresa, não houve dificuldade nem dor alguma, o aplicador praticamente deslizou dentro do canal vaginal.

Era como se o bloqueio houvesse sumido, não tinha mais nada impedindo o caminho. Não havia mais dor nem incômodo. Confesso que fiquei embasbacada por alguns minutos. Pode parecer ridículo para quem não sabe o que é, mas pra mim aquilo foi incrível, surpreendente, inacreditável. Senti um alívio tão grande.

Na noite seguinte foi igualmente fácil assim como todas as outras noites de tratamento.  Já se passaram várias semanas e não tive reincidência.

Logo depois tive a chance de experimentar muito mais, pude transar e e atingir o orgasmo com meu parceiro sem sentir dor, sem ter que ficar me recuperando, sem ter cistite… É uma sensação maravilhosa e libertadora essa, de estar livre, de uma vez por todas, da dispareunia.

Amélie


Comentário do Terapeuta: A Dispareunia é um transtorno da sexualidade que afeta muitas mulheres, e caracteriza-se pela presença de dor durante ou logo após o ato sexual, ou até mesmo a manipulação dos genitais. Em algumas mulheres, como era o caso de Amelié, o transtorno é tão intenso que até mesmo a aplicação de um creme intravaginal ou a utilização de um O.B. podem se tornar verdadeiros pesadelos de dor, incômodo, frustração, e sofrimento.

No Método Deva Nishok de Massagem Tântrica, trabalhamos o desenvolvimento neuro-funcional de toda a região genital, através de manobras e estímulos próprios, que lidam não apenas com um aspecto fisioterapêutico, mas com a própria conexão que a pessoa faz com seu próprio corpo, despertando uma nova sensibilidade e perspectiva no lidar com o prazer.

Existem diversos recursos clínicos que abordam esse problema, como a eletroterapia, massagens ou exercícios de contração e relaxamento do assoalho pélvico. Ainda assim, existem mulheres que passam por todos estes tratamentos e obtém pouco ou nenhum resultado.

Essa limitação dos tratamentos convencionais reside no sentido de que, para a maioria destas mulheres, a sensação do estímulo genital está sinestesicamente vinculada à memórias e sensações de dor, um vínculo que não só subsiste, mas que é reforçado a cada nova experiência frustrada, muitas vezes durante anos seguidos.

Nesse caso, a sessão de tratamento convencional torna-se ainda mais uma destas experiência de dor… Ainda mais uma sessão de tortura. Por mais que consiga promover um relaxamento mecânico ou forçado dos músculos intravaginais, o tratamento convencional não ressignifica, por si só, a associação neurofuncional entre o estímulo genital e a memória de dor, de forma que a dispareunia volta em poucos dias, ou em casos mais graves, poucas horas.

No Centro Metamorfose, a visão é integral… A cura, em seu aspecto mais elevado e eficiente, tem que envolver a compreensão e o entrelaçamento dos mundos físico, mental e emocional. E foi assim que Amelié, em apenas 5 sessões de atendimento, ressignificou dentro de si a natureza da relação com seu próprio órgão sexual, e se livrou, não temporariamente, mas definitivamente, da dispareunia.

Não se trata apenas de aprender a parar de sentir dor… Mas sobre como aprender a sentir prazer.

Sagar

Share Button

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>