20 Jan

Diário de Josi: 02 – A Busca pelo Orgasmo

Esse é o relato pessoal das experiências de Josi, na busca pelo seu primeiro orgasmo, aos 42 anos, através do Método Deva Nishok de Massagem Tântrica. Para saber mais sobre quem é a Josi, e o que a trouxe até aqui, leia sua Biografia.


Sempre pesquisei muito sobre como obter orgasmo, já que venho de relacionamentos frustrados e anos após anos sem obter um orgasmo, mesmo após ir a vários médicos, terapia por anos parecia que nada poderia resolver meu problema e me sentir uma mulher sexualmente completa.

Quando li sobre a Massagem Tântrica Deva Nishok eu olhei com um pouco de desconfiança, será mesmo possível isso? será que somente com uma massagem eu poderia sentir o que jamais senti em minha relações sexuais? Resolvi tentar e agendei minha.

No primeiro momento me sentia nervosa, envergonhada, sem saber como seria minha reação, estando exposta diante de um terapeuta.

Logo ao chegar, porém, minha preocupação se desfez, pois me senti segura,
tamanha seriedade e comprometimento do Sagar. Tivemos uma conversa onde foi explicado tudo que aconteceria durante a massagem, e foi também um momento para relaxar.

Quando a massagem começou me senti acarinhada, serena, e com toques leves ia sentindo arrepios. Me entreguei sem medo, reservas, vergonha, me permiti sentir todas as sensações que cada toque me proporcionava.

Sentia uma energia muito forte circulando pelo meu corpo que não conseguia conter, durante a Massagem Yoni, me senti muito excitada com os toques, e todo o estimulo que estava recebendo, não conseguia acreditar nas sensações que estava sentindo…

De repente meu corpo explodiu em uma sensação única, jamais sentida antes. Gritei Muito! Não entendia o que acontecia comigo, só uma onda de prazer me invadia que não conseguia e não queria controlar, queria poder ter congelado aquele momento.

Minhas pernas contraíam, minha respiração ofegante, sentia vontade de sorrir, chorar… Poderia relatar aqui, se conseguisse definir claramente minhas sensações, mas é impossível separar o que senti a cada gemido.

Fui ao limite do que meu corpo podia, e o que parecia impossível, foi uma experiência única, indescritível e real de que eu poderia sim, ter orgasmo, e que posso sim, me sentir completa e plena, me sentir fêmea, MULHER.

Fica minha gratidão pela experiência, paciência e dedicação que recebi.

Josi

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10 Jan

Diário de Josi: 01 – Quem sou eu?

Eu sou a Josi. Tenho 42 anos, solteira, contadora, trabalho com gestão de pessoas, não tenho filhos, não me casei, sempre tive relacionamentos conturbados e embora eu tentasse veementemente, nunca tive um orgasmo.

A minha história de falta de amor começa na infância, tive uma mãe controladora e um pai que, apesar de estar ali, nunca fez parte da minha vida, nunca me acarinhou, conversou ou participou de qualquer atividade comigo.

Meu pai era violento e cresci em meio a violência familiar. Ele sempre agredia fisicamente minha mãe, que jamais reagia. Agredia meu irmão que, por sua vez, também me agredia, momentos em que minha mãe nunca me defendeu ou se manifestou ao meu favor.

Cresci ouvindo da minha mãe que ela não me queria, que tentou me abortar várias vezes, mas que infelizmente nasci. Ouvia que meu pai jamais me pegou no colo, chorasse eu quanto fosse. Ouvia que meu irmão tentou me sufocar com minhas fraldas por varias vezes e que todos acham bonitinho isso!

Durante a infância e adolescência tentava desesperadamente ter o amor dos meus pais, tirava as melhores notas, queria que sentissem orgulho de mim, procurava sempre a aprovação e aceitação de todos; colegas de colégio, pai, mãe, professores, amigos, não importava o que precisasse fazer, só queria que gostassem de mim.

E assim foi também durante minha adolescência. Meu primeiro amor foi aos 12 anos, que me rejeitou! Aquela experiência ruim me seguiu por longos anos, todos os relacionamentos que seguiram foi sempre assim, me dedicava, tentava agradar de alguma forma para ter carinho, afeto, e não conseguia, e mesmo assim me submetia a eles, para ter o mínimo que eu podia, já que pensava que era a única coisa que eu poderia ter.

Minha primeira relação sexual foi um desastre, eu namorava a um tempo esse rapaz, eu já com 23 anos, senti muita, muita dor, e só! Quando tudo acabou, ele simplesmente me levou em casa e nunca mais apareceu! Minha mãe quando soube não poupou comentários do tipo “Agora ninguém vai querer ficar com você! Era a única coisa que você tinha de bom! Eu ouvia tudo aquilo e as lágrimas caiam, sem que eu dissesse uma só palavra.

Tudo piorou desde então, minha vida era um caos, um sofrimento só! Não tinha amor da minha mãe, meus pais se separaram, e meu pai se já não dava atenção, deu menos ainda. Minha mãe começou a namorar e minha vida se transformou em um inferno ainda maior! Meu irmão casou e eu fiquei em casa sozinha com minha mãe, quando estava trabalhando eu ainda tinha o dia longe, mas quando chegava era um inferno. O namorado da minha mãe entrava no meu quarto, mexia nas minhas coisas e minha mãe ainda defendia ele, dizendo que eu era uma pedra em seu caminho, que eu deveria ir embora.

Passei anos para conquistar minha independência e fui morar sozinha. Não tinha mais as ofensas da minha mãe, mas mesmo assim ela me controlava, continuou ainda exercendo um poder absurdo sobre mim, meus horários, minha vida. Tentei me libertar e me relacionar novamente, mas nada de mudança.

Me sentia mal, triste e frustrada, jamais tive orgasmo nas minhas relações, das quais fazia para agradar. Eu até me excitava, mas durante a penetração tudo o que queria era que aquilo terminasse.

Fingia orgasmo sempre, para não parecer tão “anormal’ diante dos homens, e meus relacionamentos eram de plena dependência emocional. Queria encontrar em cada homem o meu pai, o protetor, o amante, o amigo, aquele que eu pudesse contar minha história, meu segredo sem sentir o olhar de preconceito e julgamento.

Uma vez que me abri com um namorado e contei tudo que aconteceu na minha infância ouvi “nem seus pais gostam de você, por que você quer que eu goste?” e decidi que nunca mais falaria do me passado a ninguém.

Na tentativa de buscar meu orgasmo e vencer tantos traumas, busquei ajuda profissional, fiz terapia durante anos, incontáveis anos, tomei anti depressivos, calmantes, na tentativa de melhorar a dor que sentia. Não conseguia mais me relacionar com as pessoas, tive problemas no trabalho, com amigos e cheguei a ter raiva do mundo!

Tentava me masturbar e nada! não conseguia me tocar, não sentia nada ao meu toque.

Finalmente, acabei entrando pelo mundo do fetiche, participei de grupos de sadomasoquismo (BDSM), achando que estava no caminho certo, já que me sentia submissa, e me dava prazer em servir.

Tive uma relação de dominação e submissão com um homem que me fez muito mal. Meu emocional ficou pior, pois, por mais que entregasse meu corpo para as torturas e deleite de quem me dominava, e me sentisse orgulhosa naqueles instantes que suportava a dor mesmo não sendo masoquista, somente para o prazer dele, percebia o olhar de desprezo e sempre era deixada de lado, quando aparecia outra mais interessante.

Tudo isso me levou a um surto um dia, e comecei a sentir que eu não merecia ser feliz! Que a felicidade, prazer, amor, poderia era algo simples para minhas pessoas, mas não para mim.

Tive algumas experiências com meninas, porque elas sentiam como eu, e não iriam me magoar como os homens…. Mas também, não conseguia ter orgasmo, por mais que sentisse tensão, a coisa não acontecia.

Tive tantas relações destrutivas que resolvi parar e não mais tentar.

Acredito muito que nada é por acaso, e a alguns anos atrás pesquisando na net sobre orgasmo me deparei com o site do Centro Metamorfose. Li, reli, e pensei: Nossa, é tudo que preciso, será que é real? será que até mesmo eu, que nunca senti, iria consegui? Num primeiro momento engavetei a idéia, porque já havia tentado de tudo, e nada fazia efeito mesmo.

Até que o Centro Metamorfose cruzou novamente meu caminho e resolvi abrir a porta e me permitir que essa experiência entrasse na minha vida. Agora começa uma nova história, sinto um progresso imenso no me comportamento, percepção da vida e pessoas a volta.

Posso dizer, hoje, que tive na minha primeira sessão de massagem, o meu PRIMEIRO ORGASMO!

Josi


Esta é a biografia de Josi, uma das autoras do Meu Querido Orgasmo. Para ler todos os detalhes de sua primeira sessão com o Método Deva Nishok de Massagem Tântrica confira o relato em seu diário: A Busca Pelo Orgasmo.

Sagar

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