18 Sep

Diário de Amélie: 03 – Eu não conseguia nem colocar um O.B… – Vencendo a Dispareunia

A terapia obviamente trouxe grandes mudanças na minha vida: consegui sair da crise de depressão, minha ansiedade diminuiu bastante. Voltei a vida, retomei tudo que era importante para mim, mas que antes havia abandonado e as coisas que não me fazem bem estou deixando pra trás. Estou deixando o passado onde ele deve ficar.

Mas as mudanças foram além de questões psicológicas. Algum tempo depois da quarta sessão, precisei fazer um tratamento ginecológico. Isso sempre foi desgastante para mim, pois sempre  tive dificuldade de inserir os aplicadores com a medicação ou mesmo um OB. Sentia muita dor e incômodo. O OB, após algumas tentativas fracassadas, desisti de usar, mas o tratamento ginecológico é uma coisa que não dá pra fugir…

Eu dizia a minha ginecologista que não conseguia inserir o aplicador até o final, sentia incômodos e dores horríveis, lacinantes… Usar aquilo por 10 dias então era algo impossível! No início, ela nem acreditava em mim. Mas por mais que eu tentasse, nada adiantava, em determinado ponto do canal vaginal parecia haver um bloqueio, onde nada era capaz de passar.

É claro que desse jeito é impossível sentir prazer com a relação sexual. Durante a relação sentia muita dor. Após o sexo eu precisava de um grande período de recuperação, onde eu tinha que tratar inevitavelmente uma cistite, o que também aumentava o sentimento de culpa e arrependimento. Por que eu havia me sujeitado aquilo? Eu só queria ter uma relação normal ou pelo menos saber como é… mas pra mim nunca foi normal. Tive poucas relações sexuais, nunca senti falta, nunca gostei, sempre que tentei me arrependi.

Pois bem… voltando ao tratamento ginecológico, a ginecologista prescreveu a aplicação de 10 dias de creme vaginal. Fiquei aflita. Não queria passar por aquilo novamente. Na primeira noite, estava incrédula, sabia que não ia dar certo, sentiria dor, não aplicaria corretamente e que o ciclo de reincidências retornaria.

Mas… para a minha surpresa, não houve dificuldade nem dor alguma, o aplicador praticamente deslizou dentro do canal vaginal.

Era como se o bloqueio houvesse sumido, não tinha mais nada impedindo o caminho. Não havia mais dor nem incômodo. Confesso que fiquei embasbacada por alguns minutos. Pode parecer ridículo para quem não sabe o que é, mas pra mim aquilo foi incrível, surpreendente, inacreditável. Senti um alívio tão grande.

Na noite seguinte foi igualmente fácil assim como todas as outras noites de tratamento.  Já se passaram várias semanas e não tive reincidência.

Logo depois tive a chance de experimentar muito mais, pude transar e e atingir o orgasmo com meu parceiro sem sentir dor, sem ter que ficar me recuperando, sem ter cistite… É uma sensação maravilhosa e libertadora essa, de estar livre, de uma vez por todas, da dispareunia.

Amélie


Comentário do Terapeuta: A Dispareunia é um transtorno da sexualidade que afeta muitas mulheres, e caracteriza-se pela presença de dor durante ou logo após o ato sexual, ou até mesmo a manipulação dos genitais. Em algumas mulheres, como era o caso de Amelié, o transtorno é tão intenso que até mesmo a aplicação de um creme intravaginal ou a utilização de um O.B. podem se tornar verdadeiros pesadelos de dor, incômodo, frustração, e sofrimento.

No Método Deva Nishok de Massagem Tântrica, trabalhamos o desenvolvimento neuro-funcional de toda a região genital, através de manobras e estímulos próprios, que lidam não apenas com um aspecto fisioterapêutico, mas com a própria conexão que a pessoa faz com seu próprio corpo, despertando uma nova sensibilidade e perspectiva no lidar com o prazer.

Existem diversos recursos clínicos que abordam esse problema, como a eletroterapia, massagens ou exercícios de contração e relaxamento do assoalho pélvico. Ainda assim, existem mulheres que passam por todos estes tratamentos e obtém pouco ou nenhum resultado.

Essa limitação dos tratamentos convencionais reside no sentido de que, para a maioria destas mulheres, a sensação do estímulo genital está sinestesicamente vinculada à memórias e sensações de dor, um vínculo que não só subsiste, mas que é reforçado a cada nova experiência frustrada, muitas vezes durante anos seguidos.

Nesse caso, a sessão de tratamento convencional torna-se ainda mais uma destas experiência de dor… Ainda mais uma sessão de tortura. Por mais que consiga promover um relaxamento mecânico ou forçado dos músculos intravaginais, o tratamento convencional não ressignifica, por si só, a associação neurofuncional entre o estímulo genital e a memória de dor, de forma que a dispareunia volta em poucos dias, ou em casos mais graves, poucas horas.

No Centro Metamorfose, a visão é integral… A cura, em seu aspecto mais elevado e eficiente, tem que envolver a compreensão e o entrelaçamento dos mundos físico, mental e emocional. E foi assim que Amelié, em apenas 5 sessões de atendimento, ressignificou dentro de si a natureza da relação com seu próprio órgão sexual, e se livrou, não temporariamente, mas definitivamente, da dispareunia.

Não se trata apenas de aprender a parar de sentir dor… Mas sobre como aprender a sentir prazer.

Sagar

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22 Jul

Diário de Luíza: 06 – Os 20 minutos (orgásticos) de Luíza

Esse é o relato de Luíza sobre uma de suas sessões avançadas na terapêutica tântrica, compartilhando com os leitores o que é capaz de experimentar uma pessoa que se dedica ao desenvolvimento da própria sexualidade.

Para ler seu relato anterior, acesse: A Cura da Sexualidade


Desta vez, antes de iniciarmos a sessão, o terapeuta me sugeriu que eu “eliminasse” a culpa pelo prazer através da massagem. Imagino que ele tenha percebido isso em mim, pois nas sessões anteriores, sinto que estava faltando mais da minha entrega, principalmente por se tratar de prazer com um terapeuta.

Então… já durante a massagem sensitive eu fiz uma breve meditação pedindo ao meu Eu superior, meu Deus interno, que enviasse para à Luz todas as crenças que estavam em mim e que me travavam para o prazer e todas as crenças negativas que eu tivesse a respeito do meu corpo e dos meus genitais. Eu não queria nem saber quais eram, só queriam que fossem removidas de mim.

A massagem Yoni começou e lembro que logo veio a imagem do meu pai e uma sensação de culpa, como se eu o estivesse decepcionando com aquele momento.

Mas continuei me permitindo e o prazer foi aumentando e o orgasmo chegando e como se um clarão expandisse a minha consciência, eu tive claramente a sensação de não ser filha deste pai, de não ser filha de ninguém, eu era do universo, aquilo tudo de pai e mãe era um cenário temporário, apenas um detalhe muito pequeno.

Quando eu cheguei na plenitude total, senti a verdade sobre o meu espírito, a consciência de estar temporariamente em um corpo humano, a sensação de ver o mundo em crise e essa consciência me deu a sensação de ser livre dessa crise e desse mundo.

Eu senti perfeitamente o que é não pertencer a este mundo, coisa que eu já sabia, mas sentir com plenitude foi fantástico e indescritível!

O melhor foi que eu pude “saborear” essa sensação, por que o orgasmo durou o suficiente para eu sentir tudo isso ao máximo, mais ou menos 20 minutos!! Foi maravilhoso e eu chorei, perdi a voz, chorei de novo… foi libertador!

As sensações do momento do orgasmo são únicas e o máximo que posso fazer é tentar “traduzir” as sensações e colocar em palavras, pois tudo o que ocorreu no ápice deste orgasmo catártico foi expansão de consciência onde não existem palavras nem pensamentos, só sentir a verdade absoluta penetrando em mim.

A massagem continuou e eu me sentia cada vez mais entregue, o pedacinho que antes faltava para eu me entregar, sinto que entreguei. E o prazer foi tão intenso que em algum momento eu fiquei com medo de sentir, e cheguei a fugir. Já não conseguia ficar deitada, meu corpo se curvava para frente automaticamente. Dessa vez foi puro prazer, sem interferência do Ego. Foi delicioso!

Luíza


Comentário do Terapeuta: É comum observamos na terapêutica tântrica espaços hiper-orgásticos, que não apenas duram mais tempo, como são mais intensos que os orgasmos convencionais.

Um hiper-orgasmo tem duas características principais: a primeira é que ele toma conta de todo o corpo, e a segunda, é que ele pode se expandir por vários minutos. Até mesmo dezenas de minutos.

É um estado de extrema riqueza sensorial, onde todas as células do corpo vibram e pulsam no ritmo da vida, é algo tão forte, tão intenso e arrebatador, que aproxima as pessoas dos seus conceitos de sagrado, reconectando-as com a sua verdadeira essência.

Nós crescemos vítimas de uma educação perniciosa, dissociativa. Aprendemos que o prazer sexual é sujo, e que seu único aspecto Sagrado, ou aceitável, é a via da reprodução. Para quem vive uma experiência hiper-orgástica, essa noção reducionista do papel da energia sexual na vida humana cai por terra, na prática.

Luíza encontrou, no desenvolvimento da sua experiência orgástica, o poder pessoal necessário para desprogramar seus bloqueios, muitos dos quais ela tentava trabalhar em outras terapias há anos.

Os leitores podem se perguntar se o mérito é do Terapeuta… Eu sempre digo o oposto, o mérito é de quem recebe. Luíza conseguiu abrir mão da culpa programada por sua educação repressora, foi ela mesma quem abriu a porta para se permitir viver esta experiência: 20 minutos de Orgasmo.

Para alguns pode parecer mentira, para outros pode parecer utópico. Para Luíza, foram 20 minutos vividos na pele.

Para ser avisado quando Luíza escrever seu próximo relato, e acompanhar sua jornada de desenvolvimento, assine o nosso blog!

Sagar

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09 Jun

Diários Avulsos: Catarina – Vida Além do Abuso Sexual…

Este é o relato de Catarina, que encontrou no Método Deva Nishok de Terapêutica Tântrica o resgate da experiência de abuso que sofreu na sua infância, dentro da própria família.


Em junho deste ano experimentei a Massagem Tântrica. Foi algo que me proporcionou sensações intensas, marcantes, profundas, reações físicas e psicológicas. Chorei, direcionou a expulsão do trauma do abuso sexual familiar, quando criança.

Me permitiu varrer lembranças dolorosas, mágoas e inseguranças. Eram muitas emoções que se conectavam e desconectavam passado e presente, flashes de memória que tanto escondia, e que pouco a pouco, se dissolviam durante a terapêutica…

Consegui perdoar e pedir perdão até pelas relações que usei, que descartei…

Foi uma Libertação!

E para meus mentores, invocava a cura.

A cura de uma seqüência de eventos que poderiam me bloquear, de hoje, aos 40 anos, engravidar, e até de me relacionar em 7 anos de casamento. Foi a minha primeira entrega ao prazer, me permiti desfrutar do toque, a plenitude vem em busca de você mesma.

Toda a sensação transcende o físico, é pura energia que vibra, pulsa por todo o corpo, de uma intensidade, jamais experenciada.

Dias após esse êxtase, me senti, me toquei, me experimentei, espirituosa toquei meu companheiro, que verbalizou o quanto estava criativa, motivada, amável, doce e excitante.

Muita gratidão, à você, Sagar, sua condução é profissional e terna!

Felicidades para você por proporcionar através do seu trabalho, evolução, esperança e luz!

Catarina


Comentários do Terapeuta: Sempre que vivenciamos uma situação de trauma, especialmente os de origem sexual, retemos sequelas… Muita atenção se dá as sequelas psicológicas, que são muito fortes. São psicólogos, remédios, mudanças e todo o arsenal que se pode recorrer para encontrar uma resolução consciente, cognitiva, capaz de administrar a memória traumática.

Eventualmente algumas pessoas conseguem resolver o trauma em um nível racional, com ou sem esse apoio, no decorrer dos anos. Vivem suas vidas, trabalham, se relacionam, fazem amizades, constróem famílias.

Mas no fundo, existem agentes bloqueadores que persistem, e as impedem de se realizar plenamente. Esses bloqueios podem aparecer em dificuldades ou limitações na hora da intimidade sexual, com problemas de controle e autoridade, fobias, e diversos tipos de neurose.

São agentes que residem na memória somática (corporal) do trauma. O corpo tem sua própria memória, registrada no DNA, no íntimo da própria formação celular. E muito embora as pessoas consigam lidar com a memória cognitiva do trauma, a memória corporal continua lá, doendo, machucando e sabotando a vida.

Na terapêutica tântrica do Centro Metamorfose, como em outras abordagens de psicoterapia corporal, são essas memórias, esses registros somáticos de dor, que são atendidos.

É por isso que Catarina relata flashs do passado, que ela acreditava estarem resolvidos, mas que vêm a tona, impulsionados por uma memória corporal que simplesmente ainda não esqueceu o que houve. E no âmbito do prazer, de uma experiência orgástica que acorda as forças mais profundas do poder pessoal, foi que ela encontrou um meio de ressignificar esses registros, deletando as experiências dolorosas, e encontrando uma verdadeira, íntima, e corporal… Libertação.

Sagar

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25 May

Diário de Luíza: 05 – A Cura da Sexualidade

Este é o relato de Luíza compartilhando as mudanças que a terapêutica tântrica promoveu em sua vida sexual. Luíza nunca tinha experimentado um orgasmo com um parceiro sexual antes!

Para ler seu relato anterior, acesse: Terapia do Orgasmo


Até hoje fiz três sessões de massagem, e coincidentemente, tive o terceiro encontro com um parceiro que tenho me relacionado. Tudo tem sido novo, a forma de abraçar, a forma de olhá-lo, de elogiar, de falar a verdade.

Senti um desprendimento total para dizer, neste terceiro encontro, que eu desejava fazer sexo com ele, sem falsa moral, sem joguinhos…

O encontro foi maravilhoso. Eu percebia, já no primeiro abraço, que estava entregue. A facilidade com que o tesão passava pelo meu corpo era nítido. Fui capaz de sentir a energia sexual nas pernas, como se elas quase pudessem dar choque, o corpo todo aceso!

O prazer veio fácil com a primeira penetração, que antes era angustiante. Senti naquele momento a grande diferença de ser livre para o sexo, livre para me jogar para aquele homem e permitir ser eu e ser ele ao mesmo tempo…. a liberdade de colocar nas mãos dele todo o meu ser por alguns instantes.

E conforme ocorria a troca, comecei a ter sensações iguais as dá sessão de massagem, e me lembrei do que havia aprendido… que eu deveria a cada segundo buscar e permitir o prazer a partir de mim mesma, e não esperar que viesse do parceiro.

E assim comecei a ser mais ativa. Conforme eu ia “cavando” o prazer nele, mais ele ficava empolgado. Foi quando a primeira onda de orgasmo veio e eu gritei, gritei, gritei….. e rápido veio a escuridão total, eu não estava em lugar algum.

Foi a primeira vez que tive um orgasmo com um parceiro.

Conforme eu ia voltando e ele ainda seguia com a penetração, ainda sentia muito prazer. Então paramos para um banho e eu ainda sentia pequenas ondas de prazer. Acredito que seria possível até mesmo ter mais uma onda de orgasmo ali em pé sem sequer ele me tocar, tamanha era a minha sensibilidade.

Depois de um breve descanso, ele me fez sexo oral, e a qualidade do prazer foi absolutamente incomparável com o que eu sentia antes das sessões. Antes, eu ficava parada esperando o prazer “aparecer” como uma mágica, e nunca apareceu, mas desta vez eu não quis nem saber, comecei a movimentar o quadril e pegar o prazer para mim, foi uma confiança total de querer e merecer.

E novamente os gritos vieram, mais uma onda de orgasmo que facilmente consegui sustentar o quanto eu quis. Foi a primeira vez que eu senti prazer com sexo oral, antes eu não sentia nada, só frustração, culpa por não sentir e me perguntava o que eu vou dizer para ele?!

Após um descanso seguimos com mais um momento de penetração, e mesmo já cansada, com os músculos acabados, meu desejo ainda era grande. Transamos com muita intensidade, a minha entrega foi ainda maior eu me sentia completamente misturada e me parece que quanto mais eu me entregava mais ele se entregava. Eu fiz sexo com o corpo inteiro e o amei por inteiro sem reservas, sem vergonha, sem pensamentos, sem obstáculos, completamente livre!

Comentei com ele sobre as massagens, e disse que ele havia sido o primeiro homem com quem eu tive um orgasmo. Falar a minha verdade para este homem fez parte de toda essa libertação. Passar por cima do ego, e deixar ele saber que aos 30 anos, só com ele eu fui sentir tudo isso. Deixar ele saber como era antes, que eu fui capaz de fingir prazer para os outros parceiros foi uma grande abertura, um grande treinamento de honestidade com o sexo oposto. Algo que, no passado, eu era incapaz de fazer.

No final da noite ele mencionou diversas vezes o quanto tinha sido bom, o quanto ele tinha gostado. Nós agradecemos um ao outro mais de uma vez. Nosso carinho após o sexo foi verdadeiro, com beijos e abraços, até as últimas palavras que trocamos quando ele me ligou avisando que havia chegado bem.

Para mim, os dias seguintes, foram de muita amorosidade com as pessoas a minha volta! Amor!

Luíza


Comentário do Terapeuta: Este foi um dos pontos altos do acompanhamento terapêutico de Luíza. Ela finalmente conseguiu levar para sua vida pessoal, os ganhos que havia experimentado na massagem.

Muitos homens e mulheres temem ficar “viciados” na massagem. Temem que ela seja tão eficiente que o sexo perca o sentido, ou temem que seus parceiros, após experimentarem a vivência, deixem de desejá-los.

É importante explicar que a terapêutica tântrica é um processo de desenvolvimento, e não um substituto ou um concorrente da vida sexual e pessoal.

Claro, a terapêutica é orgástica, é prazerosa, mas seu principal objetivo não é simplesmente proporcionar prazer… Ela é um desenvolvimento neuromuscular e neurofisiológico da sexualidade.

As técnicas e manobras do Método Deva Nishok foram desenvolvidas para tonificar a musculatura dos órgãos sexuais e para (re)educar o organismo, tornando-o mais eficiente na produção e regulação dos hormônios, construindo uma sexualidade sensorial, de “pele”, muito longe dos fetiches e fantasias perturbadoras.

Esses benefícios acompanham a pessoa em seu dia-a-dia, muito além do ambiente de atendimento, e muito além da própria figura do terapeuta, que é secundária em todo este processo.

Para ler o próximo relato de Luíza, acesse: Os 20 minutos (orgásticos) de Luíza

Sagar

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08 Feb

Diários Avulsos: Júlia – Orgasmo, Vibração, Meditação e Amor…

Este é o relato de Júlia, que encontrou no Método Deva Nishok de Massagem Tântrica um caminho para combater a depressão e a falta de auto-estima.


Sabe quando você se desanima, fica depressiva? Sim, porque passamos por decepções, frustrações. Eu quero que você não se desespere porque se você estiver em busca de seu autoconhecimento a vida vai te surpreender, ela pode te dar o que você precisa.

Comigo foi em uma conversa com uma amiga descobri o site do Centro Metamorfose. Minha primeira impressão foi:- “Nossa! Que incrível descoberta! Isso é algo realmente diferente! Mas calma, vê o que se trata, lê, pesquisa… amadurece a ideia.”

Quanto mais lia mais eu percebia que aquilo realmente era um trabalho sério, profundamente lindo e era o que eu precisava. Estava muito ansiosa. Quando cheguei lá peguei umas revistas para ler, mas eu só folheei de tanta ansiedade e entusiasmo.

Confesso que estava tímida, mas o ambiente onde a massagem aconteceria era tão receptivo que aos poucos comecei a me sentir mais a vontade e confiante. O terapeuta, Sagar, fez algumas perguntas e me explicou como tudo aconteceria.

Na massagem não durou muito para eu começar a relaxar profundamente. Fui relaxando, relaxando, até que percebi que meu corpo começou a vibrar. A sensação era de um formigamento interno muito quente e gostoso, mas eu continuava parada. Então me mexia, totalmente relaxada.

Sentia o corpo reagir a todos os suaves toques, até que algo surpreendente aconteceu: comecei a chorar muito. Mas não era um choro comum, não era um choro por algo do momento, pelo contrário, senti sofrimentos do passado, algo espiritual que sempre buscava e não alcançava nunca. – Deixe o som sair!- Sagar falava. Foi aí que eu me entreguei por completo, pois eu comecei a gritar muito alto e várias vezes. Queria gritar a tristeza e indignação que eu sentia! Era muita dor e lá eu podia gritar sem ser repreendida!

Esses fortes gritos foram se dissipando em risos, risos que foram aumentando cada vez mais. É isso! A minha tristeza era de não alcançar algo que me una ao outro. Mas desculpa usar essa frase, todos somos um! Entendi que minha busca espiritual é a busca de todos, a busca do amor real, do mais nobre sentimento responsável pela alegria de viver.

Toda minha indignação passou para a felicidade plena! Entendi que eu buscava o amor, o sentimento universal de união, eu RENASCI! Voltei a chorar, mas dessa vez, um choro muito bom! Comecei a lembrar da infância, da essência pura e espontânea da criança! Lembrei de um homem que me amava e estava feliz por ter feito ele feliz! Opa, então, eu também o amo! Quanto amor há dentro de mim que eu nem sabia! Eu estava tão feliz que comecei a sentir um prazer imenso, cheguei ao orgasmo.

Isso aconteceu diversas vezes. (Orgasmos múltiplos!!)

Estou revigorada. Saio de lá querendo rir, cantar…
Quanto tempo que não me sentia assim, tão presente e tão bem comigo mesma!
Que bom que eu sou um ser humano!

Amei mais do que sabia, amarei mais do que amaria!

Obrigada Sagar!

Júlia


Comentários do Terapeuta: Muitas vezes referimo-nos a nossa terapia como Terapia Vibracional. A vibração corporal experimentada por Júlia é resultado do acúmulo e de uma acentuada circulação da bioeletricidade humana. Essa energia, cuja ativação resulta de processos químicos e fisiológicos desencadeados pela massagem, possui enorme efeito terapêutico, além de ser extremamente agradável. Ela percorre naturalmente todos os grupamentos neuro-musculares do corpo, com um rastro sensorial que acorda a auto-percepção, induzindo gradualmente um estado meditativo, alterado, de percepção e consciência.

Nesse estado a pessoa experimenta os mesmos efeitos que os místicos em seus êxtases meditativos, um estado que denominamos de Supra-Conscência, ou de “Experiência Oceânica”, um estado onde os registros somáticos de trauma e dor são desprogramados, onde a própria sabedoria intrínseca, do corpo e do espírito são convocadas a atuarem como agentes auto-reguladores, auto-curadores.

Por muito tempo temos reprimido o potencial de nossa sexualidade, relegando-a a um mero atrito genital de descarrego dos hormônios, realizado às escuras, à margem… Sem conhecimento de causa, sem consciência, sem senso de sacralidade. Não é a toa que temos tanta associação da sexualidade com perversões, fetiches e violências. encerramos nossa força criadora dentro âmbito de nossas sombras, e deixamos que ela se desenvolvesse por lá.

Um dos principais desafios da Nova Humanidade será este… reeducar-se, profundamente, para reunir definitivamente a Sexualidade e o Sagrado.

Sagar

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03 Feb

Diário de Luíza: 04 – A Terapia do Orgasmo

Este é um relato de Luíza, compartilhando seu histórico de tentativas em muitas terapias diferentes, e o diferencial que encontrou na abordagem Tântrica. Para ler seu relato anterior, acesse: Libertação Pelo Prazer


Hoje as coisas parecem fazer mais sentido para mim, quando os grandes sábios, mestres e pensadores falam tanto sobre “ A Felicidade está dentro de nós”. Isso sempre me soou como algo tão abstrato, eu poderia dizer que essa frase era mais um “cala boca” que quisesse dizer, ei acorda! o que você tá procurando não existe. Pois é, eu ficava “p” da vida quando precisava de uma resposta e vinha essa.

Há exatamente 5 anos atrás eu passava por uma crise amorosa. Lembro que sentei no chão do meu quarto e chorei tanto, mas tanto, por causa de um homem, que eu chamei meu Guia espiritual ou Anjo da Guarda. Não o vejo, mas sei que está quando eu chamo, e pedi eu ajuda, do tipo ou dá ou desce, eu não ia aceitar ficar sem ajuda, não dava mais. Eu estava quase obrigando ele a me dar uma resposta.

Foi então que, me acalmando aos poucos para tentar “ouví-lo”, e bem mais calma, veio uma frase: a resposta está dentro de você! Brincadeira, quem disse que eu queria ouvir aquilo?? Não acreditei, tanto sofrimento para receber esta resposta? Eu respirei, e aceitei. No fundo eu sabia que ele não ia me dar nem uma fórmula resolvida, não ia me levar à felicidade, não ia me dar nada de mão beijada. Então não me restou nada, eu tive que levantar e continuar.

Os anos se passaram e não foram nada fáceis, com desafios ainda maiores… passei em todos esses 5 anos por terapias alternativas e muito trabalho de autoconhecimento, me revirando de dentro pra fora e de fora pra dentro, percebendo muitas crenças que me limitavam, medos e condicionamentos sociais, culturais e familiares que formaram parte significativa da minha personalidade. Fui descobrindo e soltando muitas coisas que não me serviam para estar bem comigo e com os outros. Foi ótimo, mas minha vida ainda sentia o grande anseio pela felicidade que as terapias só conseguiram em parte me aproximar, mas não alcançar.

Aos 30 anos, eu conheci o trabalho do Centro Metamorfose, fiz as Massagens Yoni, e pela primeira vez, senti o verdadeiro orgasmo! Nada comparado as sensações que tinha nas relações sexuais que havia tido. Senti prazer absoluto, senti alegria plena, senti amor, amor por mim mesma, vazio de tudo, e preenchimento total. Sentimentos e sensações, que em certo nível, se mantiveram em mim nos dias posteriores.

O terapeuta Sagar, que me facilitou esta experiência maravilhosa, explicou que o orgasmo provocado na massagem libera na corrente sanguínea muitos hormônios reguladores de prazer, felicidade, bem estar, afeto, e saúde como a endorfina, a serotonina e a ocitocina.

Opa!! Não acredito!! Entendi! A ficha caiu! Putz, é isso!! Os hormônios!! Eu posso ativa-los através da máxima movimentação de energia sexual/vital que é o Orgasmo!! Caramba, a Felicidade está realmente dentro de nós!

Luíza


Para continuar acompanhando o desenvolvimento de Luíza, leia seu próximo relato: A Cura da Sexualidade/a>

Sagar

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28 Jan

Diário de Luíza: 03 – Libertação pelo Prazer

Este é o relato da segunda sessão de massagem de Luíza, após ter tido seu primeiro contato com a Terapêutica Tântrica e ter vivido seu primeiro orgasmo de verdade. Se ainda não leu, confira também seu relato anterior: Primeiros Passos no Sexo


Na segunda sessão já estava um pouco mais à vontade, mas mesmo assim, várias vezes me perguntava: “O que é que estou fazendo aqui? Eu devo estar doida, eu devo ser a única pessoa da Terra à fazer uma coisa dessas”. Então quando já estava lá para começar a sessão, pensei, já estou aqui eu vou em frente, vou me dar essa oportunidade.

Quando a sessão começou fiquei mais à vontade com a questão de ficar despida. Às vezes me sinto como no consultório do meu ginecologista. Entendi que seria mais fácil enxergar meu terapeuta como sendo uma pessoa instrumento da minha descoberta, ou como um médico. Aí é se jogar na experiência e assumir tudo o que vier.

Quando a massagem começou foi um pouco como a primeira porém menos intensa, com o EGO pressionando e me colocando no estado de medo. Eu fui aos poucos aceitando e buscando tirar os pensamentos da mente e relaxar.

Mesmo com a Massagem Yoni que é maravilhosa, é impressionante como meu corpo e mente evitavam o prazer. Aos poucos o prazer foi aumentando tanto que o corpo e a mente não tiveram mais forças e o prazer tomou conta de mim! Um momento que durou talvez 1 hora, não sei bem, o tempo passa a não ter importância alguma, é como se ele não existisse.

Foram vários picos de prazer, o corpo perde o controle, é incrível! Gritei como se tudo que não servisse mais em mim fosse sair pela minha garganta. Uma sensação muito intensa de esvaziar… Logo mais uma onda de prazer me tomou conta e eu estava completamente feliz, comecei a rir, a rir tanto que gargalhei sem parar, o orgasmo se tornou a coisa mais divertida que eu poderia experimentar, tenho certeza que nunca gargalhei tanto por tanto tempo como naquele momento.

Eu jamais poderia imaginar que durante um orgasmo eu poderia vivenciar um estado pleno de alegria. Eu por um instante me senti rindo de TUDO, do MUNDO!!! Foi maravilhoso, libertador!!!

Após as primeiras ondas de orgasmo que senti, o terapeuta me pediu que eu deixasse a energia subir bem devagarinho, segurando e sentindo o orgasmo o máximo que eu pudesse. De imediato não entendi, mas fui tentando alguma coisa que pudesse fazer sentido. Então não deixei que o orgasmo explodisse apressadamente e mantive o foco nas sensações. No início parece que não vai dar para controlar, mas depois percebi que é algo como só querer, não precisa fazer muito. E fui acumulando a energia até que o meu corpo explodiu, e veio mais uma onda de prazer absoluto!

Eu fiquei impressionada com todas as informações novas, primeiro eu havia me tornado uma mulher multiorgástica, sendo que há um mês atrás eu jamais havia experimentado um orgasmo com algum parceiro e os orgasmos que havia experimentado na masturbação eram mínimos. Depois entender que a energia flui através do meu corpo durante o prazer, e que eu posso controlar essa energia, acumulando e sentindo muito prazer na vagina e clitóris ou deixando ela subir e explodir em um orgasmo. E que um orgasmo é sempre inusitado, não se pode prever para onde ele vai te levar e como seu corpo vai reagir.

Quando e como eu iria saber disso tudo?!

Depois da sessão a sensação de amorosidade me deixa tranquila, feliz e em paz. É bom demais! Me sinto mais amorosa com as pessoas a minha volta.

Luíza


Para continuar acompanhando o desenvolvimento de Luíza, leia seu próximo relato: Terapia do Orgasmo/a>

Sagar

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26 Jan

Diários Avulsos: Transbordante…

Esta é uma poesia feita por F.Y. ao término dos atendimentos de um pacote de três sessões do Método Deva Nishok de Terapêutica Tântrica, com massagens e meditações.


“Transbordante”

Escorrer com as águas
Enchentes de dor e alegria
A beira do rio, meu auto conhecer
Mergulhei
Aprofundei
No oceano
A totalidade do desconhecido

Eu, rio doce
Você, mar salgado

Em meu corpo abre-se um corte
Um encontro
Nele… a permissão
Era primavera
Em meus cantos
O despertar
A essência
A flor de minha pele

Leveza morou em meus ombros
Sob essa tortura chinesa
Eu era só transparência
Dissolvida
Descabida

Mãos que me despiram
Mas cheia de meu ar
Ouvi meu tambor
Senti minhas vibrações
Flutuei
Desvendei
Desaguei

Lágrimas de purificação
Um silêncio
Vida Singular
Entrega
Fiquei sem saber o que era corpo e o que era céu.

F.Y.

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24 Jan

Diário de Marina: 02 – Momento de Plenitude

Esse é o relato pessoal das experiências de Marina em sua primeira sessão de massagem tântrica. Para saber mais sobre quem é a Marina, e o que a trouxe até aqui, leia sua Biografia.


Eu já havia participado de algumas Meditações Ativas com o Sagar antes, que me fizeram sentir mais limpa e leve, mais consciente do meu corpo. Estava muito emocionada pelo prazer sentido com as vivências, e isso trazia um grande sentimento de gratidão ao meu coração.

Ao marcar a sessão de massagem, porém, estava bastante nervosa e ansiosa. Queria muito conhecer como era, mas ao mesmo tempo me sentia insegura e com medo do que pudesse acontecer, medo de me envolver, medo de não me envolver. Muitas questões na minha cabeça principalmente pelo medo do desconhecido.

O primeiro momento da massagem já foi bastante conflitante, pois é preciso tirar a roupa. Tenho vergonha do meu corpo e a presença do terapeuta na hora da massagem aumenta mais ainda o constrangimento.

Tirei a roupa rapidamente e fechei os olhos, dentro de mim uma sensação muito contraditória, ao mesmo tempo em que sentia uma vontade enorme de sair correndo há uma curiosidade de saber o que será feito e se valerá a pena o primeiro esforço de ficar sem roupa, cheguei a pensar naquele momento em não ir às próximas vezes e não entendia como tive coragem de estar ali. Um processo nada fácil, mas enfim já estava ali e resisti em desistir.

A música começa e sou levada a respirar de forma mais consciente, ainda com muito medo e lutando para me entregar ao presente, sem fugas. A primeira massagem acontece com o terapeuta percorrendo todo o meu corpo com as pontas dos dedos e o meu corpo começa a responder bem a esses estímulos. Pouco a pouco vou sentido menos vergonha e mais prazer em estar ali.

Sentir esse primeiro toque foi fundamental para criar confiança e me sentir mais à vontade com a presença de outra pessoa ali, como se em cada toque ele estivesse falando que não haveria julgamentos e o que importava ali era meu corpo se expressar, fosse da forma que fosse.

Quando a outra parte da massagem começou, parecia que meu corpo estava totalmente confortável com os toques, mas ainda com alguma resistência de minha mente. A massagem continua e em alguns momentos sinto a ausência da minha mente por completo, meu corpo estava tão bem estimulado e com tanta vontade de se entregar que acabei me desarmando, porém, ainda em alguns momentos passa pela minha cabeça todas as vergonhas e invento fugas para sair do processo tentando entender o que estava acontecendo e até mesmo tentando me afastar do terapeuta, mas com muita força continuei e valeu muito à pena.

Depois de um tempo, minha mente desiste de estar presente porque me senti tomada pelo prazer que passava por todo meu corpo. Esses momentos de confronto foram tão difíceis e ao mesmo tempo tão prazerosos que eu comecei a chorar sem entender o porque. Meu corpo se encheu de uma energia através do prazer que eu experimentei uma sensação nunca sentida antes. Momentos de gritos e de libertação.

O que sentia ali era um sentimento de liberdade e felicidade que nunca imaginei que pudesse sentir. Me senti inteira no processo e a intensidade era tanta que não sentia as extremidades do corpo, era como se eu flutuasse.

Ao final da massagem meditei por alguns minutos e sentia a energia percorrendo meu corpo e me alimentando de todo bem. Naquele momento tive a sensação de estar quebrada por dentro, sem controle. E ao mesmo tempo completa, preenchida, satisfeita.

Em minha vida sexual já tinha tido alguns orgasmos, porém nada que se pode comparar com aquele momento vivido ali. Sentir a potência energética do meu corpo foi tão satisfatório que me senti uma vencedora e muito feliz por descobrir essa potência humana e linda. Senti uma enorme gratidão no meu coração por ter podido vivenciar aquele momento de plenitude e vontade de compartilhar com todas as pessoas essa vivência, vontade de que todos pudessem sentir a mesma felicidade que eu senti naqueles momentos, que todos pudessem experimentar a alegria que o seu corpo pode te oferecer com as indicações certas.

Passar por essa experiência foi tão intenso, que naquele momento entendi que algumas coisas podem mudar para melhor em mim. Se há dentro de mim essa força tão grande que me satisfaz e me deixa feliz algumas coisas da vida começam a não ter mais sentido e alguns problemas parecem pequenos. Me sinto mais livre e tenho colocado menos peso em algumas coisas que antes eram um fardo. Me sinto mais disposta à entender os outros e julgar menos. Acredito que ainda há barreiras para serem quebradas, porém, me sinto mais feliz comigo mesma e tenho muita vontade de continuar nessa caminhada.

Marina


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22 Jan

Diário de Marina: 01 – Quem sou eu?

Olá, sou a Marina. Tenho 22 anos, um filho, trabalho no funcionalismo público e sou estudante.

Nasci em uma capital e vivi minha infância dentro de um apartamento, me divertia mais nas férias no interior, na casa da minha avó. Cresci perto da minha mãe e do meu pai, que se separaram quando eu tinha 6 anos. Sempre respeitei mais minha mãe, na verdade sentia medo dela, queria agradá-la o tempo todo.

Isso atrapalhava meu relacionamento com meu pai, já que ela sentia muita raiva dele, acabei oprimindo meu carinho e amor por ele, por receio de desagradar minha mãe. Quando ele saiu de casa, isso piorou, ele aparecia raramente e me culpava por não procurá-lo. Eu falava muito pouco com ele, mas gostava de sua companhia, achava ele engraçado.

Em geral eu gostava de ir para a escola, pois era aonde eu encontrava amigos e também de ir à igreja.
Me lembro um pouco da minha sexualidade na infância… me masturbava escondido, de vez em quando, mas me sentia culpada, “safada”. Um dia encontrei umas revistas do meu pai e me interessei, mas minha mãe me encontrou e me deu uma bronca. Desde cedo me interessei pelos meninos na escola, namorava escondido. Mas para minha mãe aparentava uma menina boa e estudiosa.

Quando eu tinha 8 anos eu e minha mãe nos mudamos para uma cidade de litoral interior em um outro estado. Me afastei mais ainda do meu pai e me uni à minha mãe. Sempre sendo companheira dela. Aos 14 consegui o consentimento dela para namorar um menino. Suas recomendações eram de que eu jamais pensasse em fazer nada além de sair pra passear junto e dar uns beijinhos.

Ainda assim, pouco tempo depois engravidei, e me tornei mãe. Resolvi me casar mesmo que as pessoas me aconselhassem o contrário. Mas para mim seria impossível a convivência com a minha mãe após o acontecido. Além disso sentia muito carinho pelo meu namorado e queríamos prosseguir na igreja do qual éramos membros.

Eu sentia muita culpa pelo meu “pecado”, mas nesse ponto a igreja não nos condenou, ao contrário me apoiou bastante e ajudou para nos casássemos. Minha família também me apoiou, mas ao mesmo tempo me criticaram bastante.

Minha mãe se decepcionou muito comigo, mas sempre esteve ao meu lado, sempre me ajudando. Meu pai nunca mais falou comigo e há dois anos atrás faleceu sem que tivéssemos conversado novamente. Minha vida mudou muito rápido depois da gravidez e do casamento e eu tive que amadurecer bruscamente. Nunca parei de estudar e ingressei em uma Universidade federal logo após de terminar o ensino médio.

Minha sexualidade depois do casamento foi quase inexistente, nossas relações eram ótimas até que casamos e isso nunca mais andou bem. Fomos namorados durante dois anos e casados há quatro anos. Há um ano me separei.

Durante o casamento para eu me satisfazer sexualmente eu traia meu marido e ficava com pessoas aleatórias. Fazer sexo durante esses encontros sempre me trouxe muita culpa, às vezes era bom, às vezes era péssimo, mas sempre cheio de insegurança. Desenvolvi graças a vida conturbada, desempenhando várias funções, um transtorno de ansiedade e uma baixa autoestima.

Minhas traições foram perdoadas, mas já não conseguíamos sustentar uma relação sem carinho. Também mudamos muito e nos tornamos pessoas completamente diferentes. Eu estava mais segura, me libertei da igreja e dos dogmas que ajudava minha repressão. Além disso, para mim o casamento já tinha se tornado um peso muito grande, quando consegui independência financeira, me libertei.

Fiz tratamento psicológico para controlar a ansiedade e tenho procurado cuidar mais de mim mesma.
Durante esse tempo recém solteira, tenho aproveitado bastante meu filho, minha casa e saído às vezes para me divertir. Tive alguns parceiros aleatórios. Sinto especialmente que não me conheço sexualmente. Sempre tive ocupada tendo que lidar com todas essas relações conturbadas que eu falei acima. Perdi cedo o tesão pelo meu marido e tive uma vida sexual inativa durante esse período. Quando me relacionei com caras aleatórios sempre o sentimento de culpa estava envolvido e me deixava insegura.

Tive experiências com meninas que foram bem legais, mas em nenhuma delas tive orgasmo. Com os meninos os orgasmos aconteceram, mas nada que se comparasse a minha primeira experiência na massagem tântrica. O sentimento de completude e segurança que os vários orgasmos na massagem me trouxeram me fizeram ver o quanto eu perdi esse tempo todo sem me entregar e me permitir sentir prazer.

Tenho hoje um desafio que muito me incomoda. Meu relacionamento com minha mãe desde que eu me casei não é bom. E até hoje não consegui consertar essa área dentro de mim. Me senti oprimida por ela por diversas vezes na minha vida. Depois que conquistei minha independência fiquei mais à vontade para me posicionar contrária a ela, já que me tornei uma pessoa muito diferente das expectativas dela e isso gerou brigas e discussões. Ela é uma pessoa difícil de conviver, mas eu também reconheço que tivemos discussões desnecessárias graças a mim. Tenho muita gratidão a ela, pois ela sempre esteve ao meu lado. Mesmo me criticando bastante. Gostaria que mesmo sendo diferente dela, conseguíssemos uma relação melhor.

Tenho algumas encanações quando o assunto é sexo e sinto que preciso me conhecer mais. O tantra em algumas experiências que tenho tido agora tem me ajudado a levar a vida com mais leveza e ser saudosa às coisas boas. Acredito que ele pode me ajudar nessa fase de mudanças e descobrimentos.

Marina


Esta é a biografia de Marina, uma das autoras do Meu Querido Orgasmo. Para ler todos os detalhes de sua experiência com a Terapêutica Tântrica, confira o primeiro relato em seu diário: Momento de Plenitude.

Sagar

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